Semad proíbe uso de água de rio contaminado por queda de pilha de lixo

Segundo a pasta, há alterações significativas na água do Rio do Sal. Proibição vale por tempo indeterminado

atualizado

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1 de 1 aterro-ouro-verde-compressed - Foto: Reprodução/redes sociais

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), responsável pela área afetada pela queda de uma montanha de lixo no aterro sanitário Ouro Verde, proibiu o uso da água de um dos rios próximos ao local. O lixão fica em Padre Bernardo, Entorno do Distrito Federal. A queda da montanha de resíduos ocorreu na quarta-feira (18/6) e afetou pelo menos dois rios da região.

De acordo com o comunicado divulgado pela pasta neste sábado (21/6), a proibição vale para o perímetro compreendido desde o local do desastre ambiental até o Rio do Sal e todo o percurso dele, até a foz no rio Maranhão, no município de Padre Bernardo. A regra vale inclusive para atividades de lazer.

A proibição vigora por tempo indeterminado e só não afeta o trecho do rio do Sal localizado no Distrito Federal, pois a proibição deve partir do governo distrital.

“Desde a sexta-feira, formou-se um gabinete de crise formado pela Semad, Defesa Civil, ICMBio, prefeitura de Padre Bernardo, Secretaria de Estado de Saúde, Corpo de Bombeiros e outros órgãos públicos. Esse gabinete já executou ações como enviar agentes da Defesa Civil para conversar com moradores da área rural de Padre Bernardo sobre a situação, além de um SMS para os moradores do município”, diz a pasta, em nota.

Desabamento

O aterro Ouro Verde soma oito autos de infração e uma série de ações judiciais, inclusive algumas movidas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) e pelo Ministério Público Federal (MPF).

Veja: 

Segundo a Semad, o Rio do Sal e o Córrego Santa Barbara estão contaminados. “Ninguém faça uso de abastecimento do Córrego Santa Barbara e do Rio do Sal porque está contaminado e isso pode causar graves danos à saúde humana”, alertou a secretária Andréa Vulcanis.

 

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