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Após o desabamento de parte da garagem do Bloco C da 210 Norte, muitos moradores preferiram deixar o prédio, mesmo com a garantia da Defesa Civil de que não houve dano estrutural ao edifício. Além do medo, as pessoas alegam ser complicado ficar sem energia, gás, água e elevador.

O piso em frente ao bloco afundou na manhã deste domingo (4/2), atingindo a garagem do prédio e esmagando carros estacionados no local. Por volta das 6h, os moradores escutaram fortes estrondos e, depois, o barulho de alarmes disparados. Quando olharam pelas janelas, o gramado havia cedido.

Cerca de 25 veículos foram danificados, a maioria deles com perda total. Entre os automóveis, está um jaguar avaliado em R$ 300 mil. Os danos foram apenas materiais, uma vez que ninguém ficou ferido.

A Defesa Civil pediu que a energia fosse cortada e que os botijões de gás fechados devido ao grande vazamento de gasolina na garagem, quando os carros foram esmagados. As instalações de água e esgoto também foram danificadas.

Diante dessa situação, moradores optaram por buscar abrigo na casa de familiares e amigos até que os reparos sejam feitos. É o caso da servidora pública Fernanda Lofrano, 41 anos, moradora do 4º andar: “Vou pra casa da minha mãe com meu marido e filhos. Não podemos ficar no prédio sem água, luz. Até arrumarem o esgoto, deve demorar”.

Rose Gaudad, 59, também deixou o prédio. Ela contou ao Metrópoles que não se sente segura para ficar. “Vou retirar minhas coisas e ir pra casa da minha filha. Fico com receio de que ocorra outro desabamento”, disse apreensiva a moradora do 6º andar.

De acordo com a Defesa Civil, a remoção dos 25 veículos que foram danificados durante o desabamento deve levar entre dois e três dias, pois o processo é complexo e envolve escavação. Só aí poderão ser feitos os reparos hidráulicos necessários para que os moradores retomem a rotina.

Prejuízo material
Os moradores que perderam seus carros por conta do desabamento se dizem aliviados por ninguém ter sido ferido. Porém, lamentaram o prejuízo. Caso da bibliotecária Cleonice Araújo, 50: “Eu e minha família perdemos dois carros. É mais o transtorno de acionar o seguro. Que bom que ninguém se feriu”.

 

As câmeras do sistema de monitoramento e segurança registraram o momento do desabamento (veja abaixo). Segundo o capitão Souza Mendes, o solo encharcou por conta do excesso de chuva e a parede cedeu, causando o acidente.

Um engenheiro contratado pelo prédio vai conduzir a restauração do local. Ele descartou que a obra de recuperação da fachada do bloco, em andamento do outro lado, tenha causado o desabamento.

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Segundo a síndica do prédio, Mônica Kremer Evangelista, 50 anos, o bloco foi construído há 40 anos e nunca apresentou problemas estruturais. “Foi um grande susto. Felizmente, não tivemos pessoas machucadas. Agora, vamos acionar o seguro para reparar os danos materiais”, disse ao Metrópoles.

Veja outros vídeos feitos pelos moradores e enviados ao Metrópoles:

 

 

 

 

Susto e desespero
O servidor público Filipe Azevedo, 32, contou que a família passou por momentos de desespero: “Ouvimos um barulho muito forte e alarmes de carro começaram a tocar. Pensamos que fosse uma batida, mas interfonei para o porteiro e ele me disse que a laje da garagem havia desmoronado. Descemos correndo, pensando que o prédio ia cair”.

A aposentada Maria Helena, 72, moradora do 4° andar, teve o carro totalmente destruído pelo desabamento. Segundo ela, vizinhos chegaram a relatar que sentiram o abalo, semelhante a um terremoto. “A impressão que tive foi que uma bomba tinha explodido. E o porteiro começou a gritar ‘desmoronou, desmoronou’. Foi um susto muito grande. Graças a Deus, só houve prejuízo material”, desabafou.

 

 

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