Segurança diz que fará todos esforços para prender assassinos de padre

Secretaria destacou que a morte do sacerdote Kazimierz Wojno interrompe um período de 2 anos sem esse tipo de delito na Asa Norte

Igo Estrela/Metrópoles

atualizado 23/09/2019 11:01

A Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF) emitiu, na manhã deste domingo (22/09/2019), uma nota de pesar sobre o assassinato do padre Kazimierz Wojno. O religioso foi morto, na noite de sábado, após sofrer uma emboscada de quatro assaltantes. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).

De acordo com a nota, “o latrocínio, infelizmente, interrompe um período de dois anos sem esse tipo de delito nessa região da cidade”. O crime aconteceu na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte, no centro da capital da República, a cerca de 500 metros da 5ª DP.

A pasta informou que “todos os esforços estão enviados pelas forças de segurança para identificar e prender o(s) autor(es) desse crime”. Segundo o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rossetto, a emboscada aconteceu quando o padre se dirigia para uma obra, nos fundos da paróquia, após celebrar a missa das 18h30. “Pelo levantamento que fizemos, foi entre 18h40 e 21h40. Temos suspeita de que quatro homens já esperavam por ele no local”, disse.

Os investigadores contam com o testemunho do caseiro José Gonzaga da Costa, de 39 anos, que também foi feito refém pelos bandidos, mas conseguiu fugir e pedir socorro. À PCDF, o funcionário disse que os suspeitos estavam armados. “O que podemos afirmar, de fato, é que se trata de um latrocínio, sem dúvida. Começamos os trabalhos às 23h40 e estamos aqui até agora, em busca dos vestígios”, afirmou.

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Padre Casemiro ,como era conhecido, foi encontrado com os pés e as mãos amarrados, e com um arame envolto ao pescoço. O religioso também tinha uma lesão na cabeça, segundo a polícia. O corpo estava do lado de fora da casa paroquial, que fica nos fundos da igreja. A causa da morte só será esclarecida após a autópsia.

Segundo o investigador, na fuga, os criminosos deixaram parte dos objetos roubados. “A casa está toda revirada. Um cofre foi arrombado e temos imagens que mostram eles pulando o muro da igreja”, finalizou o delegado.

Insegurança

Padre Casemiro já havia alertado as autoridades policiais do DF sobre a insegurança que rondava a região. Há cinco meses, em 21 de abril deste ano, em pleno Domingo de Páscoa, ladrões invadiram o templo e levaram o sacrário do altar. A peça havia sido doada há 20 anos e tem valor estimado em R$ 20 mil.

De acordo com o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rossetto, no momento não é possível vincular os suspeitos do crime aos autores do roubo do sacrário. “Não podemos fazer essa ligação ainda.”

A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), da PCDF, auxilia nas investigações.

Testemunha

O irmão do caseiro Célio Gonzaga da Costa, que dormia no local na hora do crime, disse ao Metrópoles que o caso aconteceu logo após o religioso celebrar a missa das 18h30. Padre Casemiro, como é conhecido pelos fiéis, tinha ido fiscalizar uma obra que acontece no terreno da paróquia.

“Meu irmão contou que eram quatro criminosos. Eles pularam a grade, mas eu não ouvi porque estava dormindo. Acordei quando meu telefone vibrou por volta das 21h30. Foi quando ouvi meu irmão gritando socorro e fui acudir. Nesse momento eles fugiram”, revelou Célio. José Gonzaga sofreu escoriações nos braços, mãos e foi transportado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) estável e orientado. Foi ele quem conseguiu gritar por socorro, afugentando os ladrões, segundo a corporação.

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