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Segurança

Insegurança em sala de aula. Professores de colégio em Planaltina estão com medo após adolescente ser esfaqueado na escola

Diretoria decidiu pela transferência dos envolvidos no caso. Secretaria de Segurança elabora estudo para diagnosticar casos de violência nas instituições de ensino do DF

25/11/2015 17:25, atualizado 25/11/2015 17:31
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Michael Melo/Metrópoles
Insegurança em sala de aula. Professores de colégio em Planaltina estão com medo após adolescente ser esfaqueado na escola

Um dia após um adolescente de 15 anos ser esfaqueado no Centro de Ensino Stela dos Cherubins Trois, em Planaltina, o clima é de tensão entre professores e alunos da instituição. A diretoria da escola se reuniu na manhã desta quarta-feira (25/11) para definir como lidar com os alunos envolvidos no caso.

“A direção decidiu pela transferência dos meninos. Acreditamos que, estando em ambientes separados e diferentes, eles podem mudar um pouco a mentalidade e a forma de agir. Se continuarem no mesmo colégio, isso com certeza vai se repetir”, explica Mara Müller, coordenadora do centro de ensino. Ela conta que os professores estão ainda mais tensos depois do ocorrido.

A gente ouve ameaças dos alunos constantemente, mas achávamos que eram apenas brincadeiras. Agora, vimos que a história é bem mais séria

Mara Müller, coordenadora do Centro de Ensino Stela dos Cherubins Trois

Casos recentes
Nos últimos dois meses, pelo menos três adolescentes foram esfaqueados dentro do ambiente escolar no DF. O caso de terça (24) engrossa as estatísticas. No último dia 19, um adolescente de 13 anos recebeu golpe de facas de um colega dentro do Centro de Ensino Fundamental 4, em Sobradinho.

Em setembro, um jovem de 17 anos morreu após ser golpeado no colégio. O caso foi registrado no Centro de Ensino Médio 2, em Ceilândia, após uma disputa com bolinhas de papel.

Estudo
A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social elabora um estudo para diagnosticar os casos de violência nas escolas do DF. Em nota, a pasta afirmou que o objetivo do levantamento é “subsidiar as ações de prevenção e repressão a violências que estarão previstas no plano de ação”.

O plano está em discussão por representantes de órgãos como a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Detran-DF, o Ministério Público e as secretarias de Educação, de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, e de Gestão do Território e Habitação.