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O policial civil do DF que reagiu a um assalto, nessa quinta-feira (5/7), poderia ter ficado ferido ou morrido. Isso porque a sua arma, uma Taurus, falhou, segundo informou o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), Ronney Matsui, nesta sexta (6). A tentativa de assalto ocorreu no drive-thru de uma lanchonete, no Gama.

Durante a investida frustrada, um dos três ladrões foi morto pelo policial. A arma do bandido também teria falhado, o que deu a oportunidade de o agente reagir. 

De acordo com informações da PCDF, o policial foi abordado pelos criminosos por volta de 4h45. “O agente relatou que chegou a ouvir a arma do suspeito sendo engatilhada, mas ela também falhou. Foi aí que ele passou a chutar”, contou o delegado.

Ao perceber a aproximação do criminoso, o policial disparou duas vezes. Um dos tiros atingiu o tórax do homem identificado como Salomão Pereira Pinho, 26 anos. Mesmo ferido, o assaltante seguiu em direção à janela do veículo e tentou atirar. Nessa hora, a pistola do policial teria apresentado defeito e ele teve de se defender com os pés, segundo informações da PCDF. A arma foi encaminhada para a perícia.

Dois comparsas levaram o ladrão baleado ao Hospital Regional do Gama (HRG), mas ele não resistiu e morreu. Imagens das câmeras de segurança (assista abaixo) da cena do crime ajudaram a polícia a identificar e prender Alluan Marvio Ferreira Santos. O rapaz é, conforme informou o delegado, o proprietário do veículo usado na fuga, um Fiat Marea. O terceiro envolvido ainda está foragido.

 

De acordo com a PCDF, Alluan Santos não deu detalhes sobre o crime, mas confessou que se desfez do carro e da arma usados no assalto. Os investigadores tentam localizá-los.

Denuncie
Quem tiver informações sobre o caso pode entrar em contato com a polícia por meio: do disque-denúncia 197; e-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br, WhatsApp (61) 98626-1197 197 ou mediante denúncia on-line http://www.pcdf.df.gov.br/servicos/197. O sigilo é garantido.

 

Falhas recorrentes
Em maio deste ano, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ajuizou ação civil pública e ação criminal contra a empresa Forjas Taurus S/A, que forneceu armas de fogo para a Polícia Civil brasiliense.

As armas compradas apresentaram risco de disparos acidentais no caso de queda ao chão. Por conta dos problemas, o MPDFT pediu pagamento de indenização de R$ 11.656.223,90 por dano moral e recomendou à corporação que recolha as armas adquiridas pela PCDF em 2014. O inquérito foi aberto em 2016, conforme revelou o Metrópoles.

Além disso, o MP cobrou a responsabilização criminal de seis executivos da empresa, responsáveis pela prática dos atos que resultaram na compra do armamento. Eles foram denunciados por crimes contra as relações de consumo, previstos na Lei nº 8.137/90, como comercializar produtos em condições impróprias e induzir o consumidor a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço.

A ação partiu do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (NCAP) e da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep).

Segundo afirmou a Taurus, todas as perícias técnicas realizadas de acordo com as normas vigentes comprovam que não há falha ou defeito nos mecanismos de funcionamento e segurança das armas da companhia.