PCDF vai investigar agressão a jornalistas em ato pró-Bolsonaro

Fotógrafo do Estadão prestou depoimento e informou características dos suspeitos. Fotos e videos também serão analisados

atualizado 04/05/2020 13:26

Fotojornalista Dida Sampaio é agredido por manifestantesHugo Barreto/Metrópoles

A Polícia Civil do DF vai investigar a agressão sofrida por jornalistas na Esplanada dos Ministérios. Entre eles, está o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S. Paulo. A investigação será conduzida pela 5ª Delegacia de Polícia (área central).

Dida prestou depoimento e informou características dos suspeitos. Fotos e vídeos da violência também serão analisados. Os jornalistas viraram alvos dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante manifestação pró-governo na Praça dos Três Poderes, realizada nesse domingo (03/05). Os profissionais levaram socos, chutes e empurrões de participantes do ato, além de serem atacados verbalmente.

O fotógrafo do Estadão fazia imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto quando foi agredido. Ele usava uma escada para registrar o momento e foi empurrado e socado por algumas pessoas. Caiu e acabou sendo chutado.

O também fotógrafo Orlando Brito, 70, um dos mais premiados e respeitados fotojornalistas do país, foi ajudá-lo. Acabou atacado sob gritos em coro: “Lixo, lixo, lixo”.

As equipes da Folha de São Paulo e do Poder360 também foram agredidas, física e verbalmente.

 

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Desrespeito! Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agrediram com chutes, murros e empurrões a equipe de profissionais do Estado de S.Paulo que acompanha uma manifestação pró-governo realizada neste domingo (03/05), em Brasília. O fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios, numa área restrita para a imprensa quando foi agredido. . Sampaio usava uma pequena escada para fazer o registro das imagens quando foi empurrado duas vezes por manifestantes, que desferiram chutes e murros nele. O motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem também foi agredido fisicamente com uma rasteira. Os manifestantes gritavam palavra de ordem como “fora, Estadão”. . Os dois profissionais precisaram deixar o local rapidamente para uma área segura e procuraram o apoio da Polícia Militar. Eles deixaram o local escoltados pela PM. Os profissionais passam bem. Os repórteres Júlia Lindner e André Borges, que também acompanham a manifestação para o Estadão, foram insultados, mas sem agressões. . Vídeo: Reprodução Foto: Hugo Barreto/Metrópoles . #JairBolsonaro #Manifestação #Governo #ForçasArmadas #Brasil #Pandemia #Coronavírus #Máscara #Constituição #Imprensa #violência

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O motorista do jornal O Estado de São Paulo Marcos Pereira chegou a levar uma rasteira. A equipe do Estadão recorreu à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para deixar o local em segurança.

Outros jornalistas, entre eles os do Metrópoles, que acompanhavam a manifestação também foram hostilizados verbalmente.

A Polícia Militar acompanhou toda a manifestação. Foi chamada, mas não interveio imediatamente. Os policiais acabaram se aproximando e cercando os profissionais de imprensa quando a multidão seguia com a hostilidade e tentava expulsar os jornalistas. O grupo foi retirado da área escoltado. Ninguém foi preso.

O presidente apareceu na manifestação pró-governo que reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios. Os participantes protestavam contra o ex-ministro Sergio Moro, que prestou depoimento no inquérito que apura denúncia de que Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também foram alvo da manifestação.

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