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Segurança

Mulher quase cai em golpe de falso sequestro do filho no Lago Sul

Uma funcionária da lanchonete do colégio Sigma chegou a sacar R$ 300 e comprar três cordões de ouro para pagar o resgate

Repórter de Segurança27/06/2016 14:50, atualizado 27/06/2016 15:30
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mulher quase cai em golpe de falso sequestro do filho no Lago Sul

Uma funcionária da lanchonete do Colégio Sigma, da QI 9, do Lago Sul quase caiu no golpe do sequestro. A mulher, de 55 anos, chegou a sacar dinheiro da sua conta nesta segunda-feira (27/6), depois que recebeu um telefonema dizendo que o filho, de 34 anos, estaria em poder dos criminosos.

A ligação foi feita em um celular utilizado pelos funcionários do Sigma. Quando o telefone tocou, ela atendeu achando que era o seu chefe solicitando algum serviço. Porém, no outro lado da linha uma pessoa dizia que havia sequestrado seu filho. “Disseram que ele estava amarrado, machucado e todo ensanguentado”, contou a mulher ao Metrópoles, ainda visivelmente abalada.

Vendo que a mulher havia acreditado na história, os criminosos pediram para que ela sacasse R$ 300 no banco. Assim, ela saiu correndo do trabalho, chamando atenção dos colegas, que desconfiaram do golpe e ligaram para os familiares dela. Conseguiram falar com o filho, que é segurança particular, mas ela já havia saído do colégio.

Após sacar o dinheiro pedido, os criminosos pediram para que ela sacasse mais R$ 250 e que fosse ao centro comercial Gilberto Salomão para comprar três cordões de ouro no cartão de crédito. Na compra, a mulher gastou cerca de R$ 2.400.

Assim que seu filho soube do golpe, ele tentou ligar para a mãe pelo celular do serviço. Porém, a mulher foi obrigada a manter a ligação ativa, impedindo o recebimento de outras chamadas. “Eles me diziam que se eu desligasse o celular iriam dar um tiro no meu filho. Além disso, me obrigaram a eu falar ‘meu filho’ e ‘meu amor’ o tempo todo, para que ninguém na rua desconfiasse da ligação”, disse.

Com as joias em mãos, os criminosos pediram para que ela fosse a um ourives revender toda a compra. Porém, ficaram insatisfeitos com o valor oferecido pelo profissional: R$ 300 pelas três peças. Nessa hora, a mulher informou que a bateria estava acabando e que estava sem carregador por perto. “Eles desligaram o telefone e meu filho me ligou na mesma hora. Só nesse momento eu soube que era tudo um golpe”, desabafou.

O filho e a mulher foram até a 10º Delegacia de Polícia (Lago Sul) registrar ocorrência. O caso está sendo investigado.