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Segurança

Integrantes de movimento popular acusados de extorquir famílias carentes são soltos

Prisão temporária não foi renovada e o grupo, que estava recolhido na carceragem do DPE e na Penitenciária feminina do DF, foi liberado

14/12/2015 15:34
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Integrantes de movimento popular acusados de extorquir famílias carentes são soltos

Os integrantes do Movimento de Resistência Popular (MRP) detidos em 1º de dezembro, acusados de extorquir famílias carentes, foram soltos. A prisão temporária não foi renovada e o grupo, que estava recolhido na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e na Penitenciária Feminina do DF, a Colmeia, foi liberado na última sexta-feira (11/12).

Após a divulgação da Operação Varandas, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), novas denúncias foram feitas à polícia. Segundo do delegado-chefe da unidade, Luiz Dourado, as investigações continuam.

De acordo com investigação da Deco, Edson Francisco da Silva (foto), líder do MRP, e outras pessoas ligadas a ele teriam extorquido famílias do movimento social que recebiam auxílio aluguel, benefício no valor de até R$ 600.

A organização cobraria, mensalmente, cerca de R$ 50 das quase 900 famílias que integravam o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) – a prática teria sido aplicada também no MRP, segundo a polícia. O valor da taxa no novo movimento teria chegado a R$ 300.

As apurações da Deco indicam ainda que as famílias que não cediam à cobrança recebiam ameaças que iam da possibilidade de suspensão do benefício à violência física. O lucro da quadrilha era de, no mínimo, R$ 45 mil por mês. O dinheiro seria aplicado em automóveis, eletrônicos e casas no DF.

Durante a Operação Varandas, nome em referência ao edifício que Edson mora em Taguatinga, os policiais civis cumpriram 12 mandados de prisão por organização criminosa, extorsão e homicídio. A mulher do líder do MRP, Ylka Carvalho, também foi presa. Quatro armas e R$ 26 mil em dinheiro, além de televisores, chuveiros e roupas de cama furtados do hotel St. Petter, invadido pelos sem-teto,  foram apreendidos.