Ibaneis Rocha pede desculpas à população do DF por onda de violência

Em evento sobre cibersegurança, promovido pelo Metrópoles e pela revista Época, governador do DF lamentou assassinato do padre Casemiro

Mike Sena/Especial para o MetrópolesMike Sena/Especial para o Metrópoles

atualizado 23/09/2019 11:11

O governador Ibaneis Rocha (MDB) pediu desculpas à população “por essa onda de violência”, ao se referir ao assassinato do padre Casemiro, na noite de sábado (21/09/2019), estrangulado por arame durante assalto à igreja Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte.

A declaração foi dada no evento tech talk “Cibersegurança: usuários, corporações e nações sob ataque”, promovido pelo Metrópoles e pela revista Època, nesta segunda-feira (23/09/2019), no Parque Tecnológico do Biotic.

De acordo com o emedebista, “por mais que a gente tenha se esforçado para melhorar a segurança do DF” ainda não foi possível conter a criminalidade na capital do país. Após participar da abertura do evento, o governador foi ao enterro do religioso, na paróquia da Asa Norte.

No domingo (22/09/2019), por meio de nota, o governador disse que o enfrentamento da violência demanda mobilização conjunta da sociedade cívil e da polícia: “O assassinato do padre Casimiro, um homem de paz, amado e admirado por todos, não só choca como nos leva a refletir sobre a sensação de insegurança que recai sobre todos nós. Expõe uma dura realidade que precisamos enfrentar com determinação. Por mais preparada e equipada que esteja a polícia, por mais rigorosas que sejam as leis, a criminalidade violenta expõe sua face onde e quando menos esperamos”.

Ibaneis decretou três dias de luto. Para ele, “o combate à criminalidade deve ser encarado como prioridade, daí a necessidade de unirmos forças. A sociedade precisa de paz. Não iremos tolerar que o cidadão ou cidadã se torne refém de criminosos dentro de sua própria casa. Que Deus receba a sua alma, conforte os seus familiares e paroquianos e nos ilumine nesse esforço de garantir a tranquilidade da população”.

Padre Casemiro, como era conhecido, foi encontrado com os pés e as mãos amarrados, e com um arame envolto ao pescoço. O religioso também tinha uma lesão na cabeça, segundo a polícia. O corpo estava do lado de fora da casa paroquial, que fica nos fundos da igreja.