Grafiteiro espancado por skinheads no DF tem melhora e deixa UTI

Jhamau Sant'Anna foi agredido a pauladas em Ceilândia. Crime ocorreu na última sexta-feira (16/08/2019) e é investigado pela Polícia Civil

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atualizado 19/08/2019 16:05

Após ser espancado em Ceilândia, o grafiteiro Jhamau Sant’Anna (foto em destaque), de 23 anos, apresentou melhora e deixou, no domingo (18/08/2019), o leito da unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital particular onde está internado. O quadro de saúde dele é considerado estável, mas não há previsão de alta hospitalar.

A informação foi confirmada ao Metrópoles por pessoas próximas do jovem. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Jhamau teria sido agredido na noite de sexta-feira (16/08/2019) por dois integrantes de um grupo de skinheads.

De acordo com os investigadores, o grafiteiro sofreu traumas na face. O episódio ocorreu no Conjunto A da QNN 17, em Ceilândia. O caso foi registrado na 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), mas a apuração está a cargo da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

Em nota, a 19ª DP disse que foi ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para colher informações, mas a equipe foi informada de que a vítima havia deixado o local no sábado (17/08/2019), por volta das 12h18. Em contato com o pai do grafiteiro, a PCDF foi informada de que o rapaz estaria internado em uma unidade particular do Plano Piloto.

Aos policiais, o homem disse que o filho foi agredido com pedaços de madeira, e os suspeitos só cessaram as agressões quando uma desconhecida intercedeu por ele.

Adiamento

Jhamau Sant’Anna participaria do evento Antifascismo pela Liberdade Consciente, que ocorreria ao lado da estação de metrô de Ceilândia Norte nesse domingo (18/08/2019). Devido ao caso, o movimento foi adiado, conforme divulgação do Graffiti Brasília. “Diante de mais uma agressão cometida por esse grupo, optamos por adiar e reagendar o evento e prestar assistência para o companheiro”, diz trecho da publicação.

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