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Segurança

"Fiquei sem chão", desabafa namorada do motorista de app morto

Natália Lohane e Maurício Cuquejo moravam juntos havia três meses. Segundo ela, o rapaz tinha receio do serviço por causa da violência

Andrews Nery24/01/2020 11:49, atualizado 24/01/2020 18:11
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Reprodução, Natália namorada de Mauricio.
“Fiquei sem chão”, desabafa namorada do motorista de app morto

Além da família, amigos e a namorada do motorista de aplicativo Maurício Cuquejo, de 29 anos, sofrem para tentar assimilar o assassinato do jovem. Natália Lohane, 23, namorava havia seis meses com o rapaz. E nos últimos três meses dividiam o mesmo teto. Desde que recebeu a notícia da trágica morte, tenta suportar a dor.

“Fiquei sem chão”, conta a estudante do sétimo semestre de psicologia. “Eu perdi uma pessoa que fazia parte da minha vida. Quando eu lembro, choro, sinto falta, sinto saudade, mas preciso viver o luto para não ficar remoendo a dor. Às vezes, eu acho que não vou aguentar ficar sem ele”, lamenta.

O corpo de Maurício foi encontrado na manhã de quinta-feira (23/01/2020), em uma poça de água na região da Granja do Torto, perto do carro recém-adquirido e com o qual ele fazia viagens para garantir a renda. Quatro suspeitos estão detidos.

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Maurício era formado em gastronomia, mas trabalhava como motorista de app
Local onde o corpo de Maurício foi encontrado
A Polícia Civil foi acionada
Viaturas no local do crime
Policiais na cena do crime
Local onde o corpo foi achado
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Local onde o corpo foi achado

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Maurício era formado em gastronomia, mas trabalhava como motorista de app
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Maurício era formado em gastronomia, mas trabalhava como motorista de app

Reprodução/Internet
Local onde o corpo de Maurício foi encontrado
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Local onde o corpo de Maurício foi encontrado

Rafaela Felicciano/Metrópoles
A Polícia Civil foi acionada
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A Polícia Civil foi acionada

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Viaturas no local do crime
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Viaturas no local do crime

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Policiais na cena do crime
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Policiais na cena do crime

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Reprodução, Natália namorada de Mauricio.
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Reprodução, Natália namorada de Mauricio.

Maurício com a mãe e o irmão
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Maurício com a mãe e o irmão

Reprodução/Arquivo pessoal
Eles mataram o motorista de aplicativo Maurício Cuquejo Sodré
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Eles mataram o motorista de aplicativo Maurício Cuquejo Sodré

Facebook/Reprodução
"Perdi o chão", disse Natália quando soube da morte do namorado
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"Perdi o chão", disse Natália quando soube da morte do namorado

Reprodução/Arquivo pessoal

Natália conheceu o rapaz, formado em gastronomia, em uma rede social. Logo começaram a namorar e decidiram morar juntos. Pensavam em ter filhos a médio prazo, quando a estabilidade financeira chegasse.

Segundo ela, era para isso que Maurício trabalhava tanto como motorista de aplicativo. “Ele tinha um problema na perna que limitava um pouco as ações, além de ser hemofílico. Mesmo assim era muito trabalhador e não media esforços para conseguir dinheiro”, lembra a namorada.

Natália diz que ele também trabalhava com o tio administrando uma empresa e fazia o serviço de motorista para complementar a renda. “Ele pagava os impostos e era revoltado com o Estado por não ter saúde, segurança, essas coisas”, ressalta. Maurício sempre conversava com a namorada sobre o receio que tinha com o trabalho extra, por causa da violência.

O último contato

Natália lembra de como como foram as últimas conversas com a vítima, antes de o crime acontecer. “Ele me mandou um áudio falando que ia na farmácia porque eu estava passando mal. Era 1h07 da madrugada quando ele mandou a última mensagem.”

“Depois, eu tentei falar com ele, mas o Maurício não visualizou. Eu fui dormir e acordei às 3h, que é o horário que ele chega em casa. Não vi ele do meu lado. Achei estranho e tentei ligar, mas ele não atendia”, diz Natália. Então, às 6h, decidiu ligar para o irmão do namorado, Marcus, e para a seguradora do carro.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na tarde da última quinta-feira (23/01/2020), três adultos e um adolescente que confessaram o assassinato. 

Os acusados foram encontrados na Granja do Torto e levados para a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que conduz as investigações. De acordo com o delegado Laércio Rossetto, chefe da 2ª DP, trata-se de latrocínio – roubo seguido de morte. As identidades e idades dos suspeitos não serão reveladas pela PCDF por conta da Lei de Abuso de Autoridade, que veda a exposição de presos.