DF registra seis homicídios e dois latrocínios durante o fim de semana

Ainda há ocorrências de 227 roubos contra transeuntes e 62 a veículos, entre outros crimes, segundo o Sinpol-DF

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 14/05/2018 20:12

O Distrito Federal teve mais um fim de semana violento. Entre 0h de sexta-feira (11/5) e 6h desta segunda (14), foram registrados seis homicídios e dois latrocínios, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). Também foram lavradas ocorrências de 10 tentativas de homicídio e uma de latrocínio.

Os dados de roubos na capital são ainda mais alarmantes: foram 227 contra transeuntes; 62 de veículos; cinco a residências; e dois com restrição de liberdade. Em três dos cinco assaltos em casas, os suspeitos teriam entrado nos locais quando estavam presentes apenas mães e filhas, conforme divulgou o Sinpol-DF.

Em nota, o sindicato disse que os números podem ser “ainda piores”, pois 20 delegacias não estão funcionando em horário integral desde 2016, dificultando o registro de ocorrências. “Muitas das vítimas só conseguirão registrar os crimes a partir desta segunda (14). Tantas outras, infelizmente, não irão comunicar o crime”, pontuou.

A entidade ainda critica a falta de investimento do setor. “Não se adquiriu, neste governo, nem sequer viaturas. Este sucateamento da Polícia Civil está não só levando nossa população a um sentimento de insegurança, mas a uma insegurança real”, afirmou.

O deficit no efetivo da Polícia Civil do Distrito Federal, segundo o Sinpol-DF, chega a 50%. Na 21ª DP, em Taguatinga Sul, por exemplo, onde foram lavradas duas ocorrências de crime contra a vida no último fim de semana, havia quatro policiais civis trabalhando, denunciou o sindicato.

“Enquanto uma dupla foi até a cena dos dois crimes, a outra ficou na delegacia para atender à população e fazer o registro dos flagrantes”, detalhou.

O outro lado
A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social informou, por meio de nota, não divulgar estatísticas de intervalos menores que um mês, porque apresenta mensalmente o balanço da segurança.

“Desta forma, a SSP procura mostrar à sociedade um recorte mensal, comparado ao mesmo período de anos anteriores, permitindo um olhar mais preciso e aprofundado do fenômeno criminal”, explicou. Frisou, ainda, os dados que apresentam redução dos crimes contra vida e patrimônio.

Leia na íntegra, abaixo: 

A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal (SSP/DF) informa que não divulga estatísticas diárias, uma vez que apresenta mensalmente o Balanço da Segurança, durante entrevista coletiva, além de disponibilizar as informações no seu site oficial (www.ssp.df.gov.br). Desta forma, a SSP procura mostrar à sociedade um recorte mensal, comparado ao mesmo período de anos anteriores, permitindo um olhar mais preciso e aprofundado do fenômeno criminal. Portanto, a SSP/DF não trabalha com intervalos inferiores, como finais de semana, dias ou comparação de feriados. 

No último balanço da Segurança Pública, que leva em conta o recorte dos meses de abril de 2017 e 2018, além do acumulado de janeiro a abril dos dois anos, foram apresentadas as reduções dos casos de crimes contra a vida e patrimônio. Especificamente, o homicídio caiu 11,2% entre os acumulados (179 mortes contra 159). Em termos proporcionais, o Distrito Federal encontra-se com a menor taxa de homicídios por cem mil habitantes dos últimos 29 anos, uma das mais baixas do país. Se o DF tivesse mantido a incidência de mortes violentas que havia no início de 2015 até o final de abril de 2018, 574 pessoas teriam entrado nas estatísticas de assassinatos. Ou seja, mais de quinhentas vidas foram preservadas no período.

Em relação aos crimes contra o patrimônio, houve diminuição de 17% entre janeiro e abril de 2018, comparando com 2017. Em termos percentuais, a maior queda foi nos casos de roubos em residências (-35,8%). Além do trabalho dos órgãos de segurança para prevenir especialmente os roubos, outros órgãos de governo estão com ações focadas na sensação de segurança da população, voltadas para iluminação pública, podas de árvores, limpeza de espaços públicos e pinturas de paradas de ônibus, por exemplo.

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