Ceilândia tem dois baleados no domingo. Em três dias, foram 10 feridos
Desde que o Departamento de Estado dos EUA incluiu a cidade em lista de risco para turistas, uma dezena de pessoas foi alvejada na região
atualizado
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Três dias após o Departamento de Estado dos EUA incluir Ceilândia na lista dos lugares mais perigosos para turistas no DF, outras duas pessoas foram atingidas por arma de fogo na cidade. Só nesta semana, Ceilândia já registrou 10 feridos por tiros. As vítimas deste domingo (14/1) estavam na Quadra 208 do Setor Habitacional Pôr do Sol.
Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas foram levadas para unidades de saúde diferentes: o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Não há informações sobre o quadro de saúde delas nem sobre a dinâmica dos crimes.
No sábado (13), dois jovens foram alvejados dentro de um veículo (foto abaixo) na QNP 38/40, próximo à feira do P Sul. De acordo com a PM, um motorista passou pelo carro carro das vítimas num cruzamento e efetuou diversos disparos. O condutor do automóvel foi atingido três vezes: duas na cabeça e uma no braço. Ele está internado em estado gravíssimo.
Além do rapaz, um passageiro também se feriu. Ele levou um tiro na perna. Ambos foram levados para o HRC.
O caso ocorreu horas após seis pessoas, entre elas uma criança, ficarem feridas depois que suspeitos abriram fogo em um posto de gasolina na região do Pró-DF, em Ceilândia Sul. De acordo com a Polícia Militar, além do menor de idade, quatro homens e uma mulher foram atingidos. A maioria dos tiros atingiu um Vectra branco.
Veja imagens da ocorrência:
GDF rechaça alerta dos EUA
Na quinta-feira (11), o Governo do Distrito Federal rechaçou a inclusão de quatro cidades brasilienses na lista de restrições elaborada pelo Departamento de Estado dos EUA. O alerta para turistas e autoridades norte-americanas vale para as “favelas” – como trata o documento – de Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. Em termos de ameaça à segurança, as quatro regiões administrativas foram vistas sob a mesma ótica (nível 2) de países europeus que sofrem ataques terroristas.
Segundo o governo local, a realidade da segurança nas quatro cidades mencionadas não pode ser comparada a de outras localidades violentas no Brasil e no exterior. “Nelas vivem cerca de 600 mil habitantes, que trabalham, estudam e convivem em situação de absoluta normalidade. Como em qualquer cidade no mundo ocorrem crimes, mas tudo dentro da normalidade”, destacou, em nota, o Palácio do Buriti.












