Polícia Civil prende 8 traficantes que vendiam drogas em escolas do DF
As investigações apontam que o esquema aliciava alunos para que eles revendessem entorpecentes dentro das instituições de ensino

No ambiente escolar, onde pais esperam que os filhos estejam seguros, uma quadrilha faturava alto com a venda de drogas, como crack e maconha. O bando foi alvo da Operação 2º Turno, desencadeada pela 23ª Delegacia de Polícia (P Sul) nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (24/5), em Ceilândia. Os policiais crumpriram oito mandados de prisão e 17 de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, que duraram cinco meses, a quadrilha aliciava alunos de pelo menos 28 escolas da rede pública em Ceilândia para que eles revendessem drogas dentro das instituições de ensino.
Também ocorria a venda direta para estudantes. Suspeitos foram flagrados, durante as averiguações, consumindo e repassando entorpecentes para adolescentes uniformizados e com mochilas nas costas. A movimentação sempre ocorria antes e depois do horário escolar.Segundo a polícia, o grupo ameaça, professores, diretores e servidores das escolas, além dos alunos. A ordem era todo mundo ficar de boca fechada, o que dificultou as investigações. Agora, a polícia se debruça em analisar os celulares apreendidos durante a operação e aguarda os depoimentos. O objetivo é chegar até os fornecedores de entorpecentes para esse grupo.
“Padrinhos da boca”
Imagens obtidas em primeira mão pelo Metrópoles mostram como funcionava o esquema de tráfico próximo aos muros das escolas. Grupos de até 10 alunos aparecem dividindo cigarros de maconha e repassando o entorpecente ainda embalado.
As apurações identificaram que estudantes criaram vínculos com traficantes e receberam a missão de revender as drogas, transportando-as dentro das mochilas. Eles foram apelidados pelos criminosos de “padrinhos da boca”.
Veja o vídeo:
https://youtu.be/KcNTeEaiViY
Nós já tínhamos prendido sete traficantes que integravam a quadrilha e apreendemos cerca de 10kg de maconha. Com a operação de hoje, esperamos neutralizar de vez esse esquema, que coloca a integridade dos alunos em risco
Victor Dan, delegado-chefe da 23ª DP
Ceilândia em guerra
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