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O motorista que atropelou uma mulher, nessa quinta-feira (8/11), em Vicente Pires, disse que vai se apresentar à Polícia Civil nesta segunda (12). Márcia Suelis Alves Bonfim Meira, 39 anos, quebrou as duas pernas após ser atingida pela caminhonete conduzida por José Adriano Pequeno Guedes, 39. O acidente foi registrado por câmeras de segurança.

Mesmo fugindo sem prestar socorro, o condutor não é considerado procurado ou foragido. Isso porque não está mais em situação de flagrante e não há mandado de prisão contra ele. Porém, caso descumpra compromisso de comparecer à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), José Adriano será intimado. Ele foi indiciado por lesão corporal culposa agravada na direção de veículo e evasão de local de acidente.

“O autor não foi quinta (9) por indisponibilidade do advogado, mas marcamos para ele comparecer segunda (12). A defesa se comprometeu a entrar em contato com a família da vítima para auxiliá-la, inclusive verificar a possibilidade de transferi-la para um hospital particular para realizar a cirurgia às custas do motorista”, explicou o delegado-chefe da 38ª DP, Watson Warmling.

Márcia Suelis segue internada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que ela está sendo acompanhada pela equipe de ortopedia e realizando todos os exames pre-operatórios, enquanto aguarda a realização de cirurgia. “Os procedimentos são realizados de acordo com avaliação médica, levando em conta a gravidade de cada caso”, diz o texto.

O acidente
Segundo uma testemunha, ele perdeu o controle do veículo depois de fazer uma rotatória acima da velocidade. Márcia Suelis estava em frente à lanchonete Big Bomba quando foi atingida pela caminhonete. Com o impacto, ela foi arremessada contra a porta do estabelecimento.

Após a colisão, José Adriano foi a Taguatinga, onde buscou a esposa e fugiu, deixando para trás documentos e a própria casa aberta, para evitar o flagrante. De acordo com o delegado Warmling, o veículo com que o suspeito atingiu a vítima pertence ao dono da lanchonete Big Bomba, de quem ele é parceiro comercial.

Ainda na quinta (8), uma testemunha que estava dentro do carro se apresentou à polícia para dar explicações sobre o caso. De acordo com ela, José Adriano teria feito a rotatória mais rápido do que devia e, provavelmente, confundiu os pedais da L200 automática.

A testemunha também negou que José Adriano estivesse sob efeito de álcool no momento da colisão. Para verificar a veracidade da informação, agentes da Polícia Civil chegaram a questionar em comércios da região se os homens haviam sido vistos bebendo.

“Esse poderia ser um dos motivos para ele ter fugido, mas não conseguimos confirmar essa tese. Como ele pode ser solto depois do depoimento, pesquisamos a vida pregressa dele, onde ele morava e no sistema nacional, mas não encontramos nenhum mandado expedido contra ele”, completou Watson Warmling.