DF: família sofre por não poder enterrar vigilante esquartejado

Segundo noiva, familiares querem dar despedida digna para segurança, mas não podem dizer adeus enquanto todas as partes não forem achadas

Reprodução/Internet

atualizado 16/11/2019 19:37

Além da dor da perda, familiares do vigilante esquartejado Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos, sofrem com a demora para poder dizer adeus. “É muito triste. A família toda está esperando recolher todos as partes para darmos um enterro digno”, lamentou a noiva, a brigadista Francisleide Braga de Sousa, 38. O caso de esquartejamento chocou o DF.

A Polícia Civil busca a localização da cabeça e de uma das coxas de Marcos Aurélio. Partes do corpo da vítima foram localizadas em Samambaia ao longo dos últimos dias. Na manhã deste sábado (16/11/2019), policiais localizaram um fêmur perto da Escola Classe 325 de Samambaia, perto dos locais dos achados anteriores. Contudo, somente a perícia poderá confirmar se a parte de fato pertencia ao vigilante.

“Ele não merecia passar isso. Não merecia passar por essa brutalidade tão grande. A família vive dias de em pânico. Choramos muito. É uma perda muito grande”, desabafou a noiva. Francisleide e Marcos Aurélio planejavam o casamento para janeiro de 2020. O casal nutria com carinho muito sonhos.

Lua de mel interrompida
O casal embalava os planos de viver a lua de mel no Rio de Janeiro (RJ). Era o desejo do vigilante. “Ele sempre falava de lá. Infelizmente, tudo foi interrompido”, chorou a brigadista. Os dois também queriam montar uma bela casa. “Íamos comprar a nossa cozinha, com tudo arrumadinho. Mas não vamos mais realizar nossos sonhos”, completou.

A brigadista tem confiança no trabalho da Polícia Civil para a elucidação do crime. Um casal de suspeitos foi preso (*). Segundo Francisleide, a família agora quer ao menos Justiça contra os autores deste crime monstruoso.

(*) Por serem considerados suspeitos, o Metrópoles, por enquanto, não vai divulgar os nomes dos dois.  

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