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Distrito Federal

Saúde recua e mantém servidores em centro para dependentes químicos

A Secretaria de Saúde havia determinado a retirada de sete profissionais de saúde do CAPS de Ceilândia. Depois de protesto, a pasta desistiu

Francisco Dutra03/03/2026 15:40
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Material cedido ao Metrópoles
Protesto - Metrópoles

Após denúncia e protesto da população, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) resolveu manter os sete profissionais de saúde que seriam retirados do Centro de Atenção Psicossocial para tratamento de Álcool e outras Drogas (CAPS AD III) Ceilândia (DF). Segundo pacientes e servidores públicos, a mudança colocaria em risco o atendimento, inclusive para dependentes químicos em situação de vulnerabilidade.

“A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa, com transparência e responsabilidade, que os atos de movimentação dos servidores foram reavaliados com atenção. A Ordem de Serviço mencionada foi tornada sem efeito neste momento, até que seja possível recompor a carga horária do setor e realizar um novo alinhamento administrativo, garantindo a continuidade adequada dos serviços prestados à população”, afirmou a pasta, nesta terça-feira (3/3).

O CAPS de Ceilândia, que atende 500 mil moradores da região administrativa, recebe, em média, 100 pacientes por dia. O centro recebeu a notificação da retirada dos sete profissionais, incluindo quatro enfermeiros, na sexta-feira (27/2). Na manhã de segunda-feira (2/3), a população protestou em frente da unidade. “É um absurdo. Não podemos permitir o desmonte da saúde mental, que já é defasada”, afirmou Kleidson Oliveira Beserra, paciente do centro.

Segundo a equipe da unidade, antes da retirada dos sete profissionais de saúde, a unidade já trabalhava com déficit de pessoal. Com a perda dos funcionários, o centro correria o risco de interromper o acolhimento noturno, conhecido como internação.

Atendimento e estrutura

O CAPS oferece diversas modalidades de atendimento, como acolhimento, internação e CAPS Dia, em que o paciente passa o dia na unidade. Os profissionais de saúde atendem pacientes em crise, realizam consultas e oferecem os tratamentos em grupo, além de atuarem no atendimento especializado para dependentes de álcool e drogas.

O centro conta com 11 camas, que servem como leitos de internação, já que, após avaliação médica, os pacientes podem ficar internados para receber medicação de desintoxicação de álcool e de drogas e para tratamento de crises.

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