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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o desespero de uma mulher ao pedir rapidez no atendimento de um familiar no Hospital Regional do Paranoá. As imagens foram feitas nesta semana, em um dos corredores da unidade de saúde. A mulher grita e se debate ao ser amparada por um funcionário. Atrás dela, um homem, imóvel, aparece deitado em um banco de concreto.

Conforme a narração da mulher responsável pela filmagem, o cidadão ao fundo teria acabado de falecer sem conseguir atendimento. Relatou ainda que não haveria médicos no hospital para prestar o socorro. Logo em seguida, um dos vigilantes da unidade empurra uma maca até o homem, que aparenta estar desacordado.

“Olha o que está acontecendo no Hospital do Paranoá. Acabou de falecer, não tem um médico para atender, não tem um médico para atender. O guarda que está levando o paciente, olha o absurdo que está no hospital do Paranoá”, diz a mulher durante a gravação. Pouco depois, alguém impede que ela continue filmando.

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde. De acordo com a pasta, a informação de que o paciente faleceu não é verdadeira. “O cidadão havia passado pela triagem e aguardava atendimento quando o quadro clínico se agravou. Ele foi encaminhado ao box de emergência, estabilizado e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do próprio hospital, onde segue, até o momento, tendo atendimento de equipe multidisciplinar”, explicou em nota.

 

Ainda segundo a pasta, o paciente estava internado na unidade para tratamento de duas patologias. Na quarta-feira (30/8), fugiu do local, interrompendo a assistência prestada pela rede pública de saúde. “Não houve negligência no atendimento e a assistência necessária para a melhor evolução do quadro apresentado pelo paciente está sendo prestada”, finalizou a secretaria.

Apesar dos esclarecimentos da secretaria, o Metrópoles apurou que a situação no Hospital Regional do Paranoá é crítica. Na manhã deste sábado (1º/9), a unidade estava com os boxes de emergência lotados. A clínica médica contava, naquele período, com apenas dois plantonistas, e um deles participava da remoção de um paciente.

Estavam sendo atendidas apenas pessoas com “classificação vermelha”. Os consultórios permaneciam lotados com a internação de pacientes, e sem condições de realizar cirurgias em pessoas classificadas como estado grave.