Veja invenções de professores do IFB no combate ao coronavírus
Caixa e máscaras de acrílico feitos por profissionais ajudam no exame de pacientes e evitam o perigo de contágio da Covid-1

Uma reunião com médicos do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e de Samambaia (Hrsam) deixou claro qual a necessidade dos profissionais que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus no DF. E isso foi o suficiente para que professores do Instituto Federal de Brasília (IFB) começassem a buscar modos de tornar o trabalho deles mais seguro diante da Covid-19.
Dois problemas foram constatados e, em menos de 72 horas, a equipe do Campus de Samambaia do IFB desenvolveu uma caixa de acrílico para exames em pacientes e processos de entubação, a Covid Box (caixa Covid).
O grupo foi além e produziu máscaras de acrílico específicas, conhecidas como face shield (escudo do rosto, em inglês). Elas têm a vida útil maior que as máscaras comuns.
Confira imagens dos produtos desenvolvidos:
Conforme explica o professor da área de móveis do IFB, Frederico de Souza, as caixas de acrílico foram pedidas para evitar que o médico chegue muito perto do paciente em movimentos que, querendo ou não, criam uma aproximação perigosa.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“O movimento feito para uma entubação, por exemplo, faz com que o médico fique perto da vítima, podendo se contaminar. A ideia é ter uma caixa totalmente transparente que isole o paciente”, relata.
Para avaliação
Um protótipo foi desenvolvido e até a próxima segunda-feira (06/04) deve ser avaliada pelos médicos. “Não pode ter emenda, não pode ser muito pequena… São várias especificações. A partir da aprovação, vamos tentar produzir em maior escala e entregar aos hospitais de referência no combate ao coronavírus aqui no DF”, conta.
Já a produção das face shields está em fase de aprimoramento. Cerca de 50 se encontram prontas e seguiram para o Hospital Regional de Planaltina (HRP). Entretanto, o processo de produção ainda é demorado.
“Demora cerca de duas horas para fazermos uma, com o que temos hoje. Estamos desenvolvendo, no entanto, uma outra maneira de fazer que demoraria apenas cinco minutos para ter tudo pronto”, explica Frederico.
Segundo o professor, essas shields de acrílico ajudam a fazer as máscaras usadas pelos médicos durarem ainda mais tempo. “Como uma boa parte de partículas ficará bloqueada pelo equipamento, a vida útil de máscaras comuns aumentará”, comenta.
Dificuldades
O trabalho, no entanto, não é fácil. Sem recursos suficientes para uma produção em larga escala, o professor Frederico, com a ajuda de Carlos Petrônio, da área de Edificações, e Paula Dornelles, da área de Móveis, buscam parcerias e doação de insumos para a fabricação crescer.
Quem quiser ajudar pode entrar em contato diretamente com o professor Frederico, no telefone (61) 9556-5357.
Um projeto semelhante foi feito por um médico residente do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Com a ajuda de voluntários, fabrica máscaras especiais de proteção com tecnologia 3D e as distribui gratuitamente a hospitais do DF.
A iniciativa, chamada Brasília Maior que o Covid-19, busca o apoio aos profissionais da saúde da capital federal na luta contra o coronavírus. Neste caso, as doações podem ser feitas pela seguinte conta de Thiago Yuji Hirano (Banco do Brasil, Agência 4594-2 e conta corrente 207783-3).













