Veja invenções de professores do IFB no combate ao coronavírus

Caixa e máscaras de acrílico feitos por profissionais ajudam no exame de pacientes e evitam o perigo de contágio da Covid-1

Pesquisadores do IFB produzem soluções no combate ao coronavírusMaterial cedido ao Metrópoles

atualizado 03/04/2020 22:50

Uma reunião com médicos do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e de Samambaia (Hrsam) deixou claro qual a necessidade dos profissionais que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus no DF. E isso foi o suficiente para que professores do Instituto Federal de Brasília (IFB) começassem a buscar modos de tornar o trabalho deles mais seguro diante da Covid-19.

Dois problemas foram constatados e, em menos de 72 horas, a equipe do Campus de Samambaia do IFB desenvolveu uma caixa de acrílico para exames em pacientes e processos de entubação, a Covid Box (caixa Covid).

O grupo foi além e produziu máscaras de acrílico específicas, conhecidas como face shield (escudo do rosto, em inglês). Elas têm a vida útil maior que as máscaras comuns.

Confira imagens dos produtos desenvolvidos:

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Conforme explica o professor da área de móveis do IFB, Frederico de Souza, as caixas de acrílico foram pedidas para evitar que o médico chegue muito perto do paciente em movimentos que, querendo ou não, criam uma aproximação perigosa.

“O movimento feito para uma entubação, por exemplo, faz com que o médico fique perto da vítima, podendo se contaminar. A ideia é ter uma caixa totalmente transparente que isole o paciente”, relata.

Para avaliação

Um protótipo foi desenvolvido e até a próxima segunda-feira (06/04) deve ser avaliada pelos médicos. “Não pode ter emenda, não pode ser muito pequena… São várias especificações. A partir da aprovação, vamos tentar produzir em maior escala e entregar aos hospitais de referência no combate ao coronavírus aqui no DF”, conta.

Já a produção das face shields está em fase de aprimoramento. Cerca de 50 se encontram prontas e seguiram para o Hospital Regional de Planaltina (HRP). Entretanto, o processo de produção ainda é demorado.

“Demora cerca de duas horas para fazermos uma, com o que temos hoje. Estamos desenvolvendo, no entanto, uma outra maneira de fazer que demoraria apenas cinco minutos para ter tudo pronto”, explica Frederico.

Segundo o professor, essas shields de acrílico ajudam a fazer as máscaras usadas pelos médicos durarem ainda mais tempo. “Como uma boa parte de partículas ficará bloqueada pelo equipamento, a vida útil de máscaras comuns aumentará”, comenta.

Dificuldades

O trabalho, no entanto, não é fácil. Sem recursos suficientes para uma produção em larga escala, o professor Frederico, com a ajuda de Carlos Petrônio, da área de Edificações, e Paula Dornelles, da área de Móveis, buscam parcerias e doação de insumos para a fabricação crescer.

Quem quiser ajudar pode entrar em contato diretamente com o professor Frederico, no telefone (61) 9556-5357.

Um projeto semelhante foi feito por um médico residente do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Com a ajuda de voluntários, fabrica máscaras especiais de proteção com tecnologia 3D e as distribui gratuitamente a hospitais do DF.

A iniciativa, chamada Brasília Maior que o Covid-19, busca o apoio aos profissionais da saúde da capital federal na luta contra o coronavírus. Neste caso, as doações podem ser feitas pela seguinte conta de Thiago Yuji Hirano (Banco do Brasil, Agência 4594-2 e conta corrente 207783-3).

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