Tarde em comemoração ao Dia do Riso alegra o Hospital da Criança

Três grupos de voluntários fizeram várias apresentações para aliviar o estresse de crianças em tratamento e de famílias

Andre Borges/MetrópolesAndre Borges/Metrópoles

atualizado 15/01/2020 18:17

Música, dança, palhaçada e muita alegria. Foi dessa forma que o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) celebrou, nesta quarta-feira (15/01/2020), o Dia Internacional do Riso. Com a presença de muitos voluntários da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), o saguão de atendimento do local se tornou um reverberador de gargalhadas.

A ação contou com três grupos que já estão acostumados a levar felicidade a crianças e pais do HCB: Doutores com Riso, Contadores de História e Sinfonia da Saúde. “É um trabalho que dá sentido à vida. Parece simples, mas tem um alcance muito grande entre os envolvidos”, comenta a professora Áurea Sousa, 56, que trabalha como coordenadora da apresentação de contos.

Apesar de parecerem simples, a voluntária explica que cada movimento e fala durante a apresentação são muito bem pensados. “O trabalho tem fins terapêuticos. Não é qualquer história que a gente traz. Nosso intuito é tirar a criança da apatia”, afirma.

Mesmo objetivo têm os voluntários da Sinfonia da Saúde, que usam canções para transformar o momento tenso de tratamento da criança em distração e divertimento, não só para os pacientes, mas também para os familiares.

Veja fotos da festa desta quarta:

Eles transformam as letras de músicas conhecidas em algo bem engraçado e colocam todos para cantar. Assim, um coral se forma em busca da saúde da alma. “Nós damos voz para as crianças se expressarem. Não só cantamos, mas incentivamos elas a participarem também, com recitais que organizamos para o protagonismo dos pacientes”, destaca Lilian Zorzetti, 40, coordenadora do grupo.

Entre os Doutores do Riso, Patrícia Carvalho, 37, mais conhecida como Doutora Zenhoca, afirma que o mais recompensador é a interação com as crianças. “A gente não entra com um roteiro definido. A interação da criança que guia a brincadeira. O contato, a troca de olhares e a confiança que eles têm é o mais legal.”

Interessados em se tornar voluntários podem entrar no site da Abrace por meio deste link.

Pais aprovam a interação

Para a operadora de loja Leni Nunes, 27, esse é o tipo de ação que faz bem a todos que participam. “Quando eles entraram, eu me arrepiei toda. É um sentimento de gratidão muito grande”, afirma.

Ela é mãe da pequena Ana Lídia, 3, que faz tratamento no HCB desde o ano passado. A menina, que nasceu prematura, sempre teve problema para ganhar peso, e uma virose atrapalhou ainda mais a saúde dela. “Entrou em desnutrição e perdeu muito peso. Desde que ela chegou aqui, no entanto, melhorou bastante”, comemora.

Com a apresentação, a criança se distraiu, brincou e não queria sair de perto dos palhaços. “Ela amou”, resume.

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