Secretaria de Saúde confirma 1ª morte por leptospirose em 2019 no DF

Vítima é catador de recicláveis e trabalhava em um ambiente infestado por ratos

atualizado 02/04/2019 23:01

IStock

A morte do profissional de triagem de materiais recicláveis Marcelo Nunes da Silva, 20 anos, em 18 de março, é a primeira fatalidade provocada por leptospirose no Distrito Federal em 2019. Segundo a presidente da Cooperativa Acapas, Luana Borges, o jovem trabalhava no local há pouco mais de dois anos, e as condições de limpeza e higiene do ambiente estão insalubres.

Neste ano, entre janeiro e março, seis casos da doença foram confirmados pela Secretaria de Saúde, com um óbito. No ano passado, foram sete casos e quatro mortes. Conforme definição do Ministério da Saúde, a leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactéria e transmitida ao ser humano pela urina de roedores, principalmente em razão de enchentes.

De acordo com a presidente da cooperativa, não foram realizadas desratizações no local neste ano. “Ele usava todos os equipamentos: botas, luvas, máscara. Mas lá tem muitos ratos, passando por todo lado, por cima das coisas”, denuncia Luana.

A Vigilância Epidemiológica esteve na cooperativa e constatou que o ambiente de trabalho foi o provável causador da transmissão. A equipe orientou as pessoas que tiveram contato com o rapaz contaminado sobre os cuidados e prevenção contra a leptospirose, entre eles estão o uso de equipamentos de proteção individual e boas práticas de alimentação.

O órgão, vinculado à Secretaria de Saúde, informou que equipes fazem inspeções, ações de conscientização e acondicionamento adequado de restos de comida quando há presença de roedores. “É realizada aplicação de controle químico, o que pode ocorrer em até seis sessões, com intervalos de acordo com a avaliação do responsável técnico”, diz nota encaminhada ao Metrópoles.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que coordena o trabalho das cooperativas de triagem, informou que fechou o local temporariamente e realizou uma desratização em 30 de março. O órgão diz ter acompanhado o caso de perto e disponibilizado transporte para o velório.

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