Por falta de pagamento, posto de saúde do DF corre risco de despejo

Pasta tem até outubro para desocupar a única unidade pública de atendimento do Vale do Amanhecer, em Planaltina

Google Street View/ReproduçãoGoogle Street View/Reprodução

atualizado 05/08/2019 20:34

Uma ordem de despejo ameaça a continuidade do único posto de saúde do Vale do Amanhecer, em Planaltina, no Distrito Federal. Sem pagar aluguel do imóvel onde funciona a unidade, a Secretaria de Saúde (SES-DF) foi notificada pela Procuradoria-Geral do DF (PGDF) e, agora, tem até outubro para desocupar o local.

Segundo sentença emitida em 28 de junho deste ano, ficou estipulado o prazo de seis meses para que a saída fosse realizada, passando a valer a partir do dia 2 de abril. Sendo assim, a pasta teria até o dia 3 de outubro para deixar o imóvel locado.

Com a desocupação, moradores do Vale do Amanhecer temem ficar sem assistência, uma vez que o local é a única unidade de saúde pública operante em toda região. “A comunidade está pedindo socorro. Só temos esse posto aqui, que funciona em um imóvel cujo proprietário está há anos sem receber o aluguel”, explica a representante social da comunidade Elke Pimentel.

A líder comunitária explica que, não bastassem as dívidas, o espaço opera em “condições insalubres”. “Funciona em uma casa adaptada. Na garagem, ficam as cadeiras, deterioradas, e oriundas de outras unidades de saúde. As paredes estão descascadas e mofadas. Os equipamentos são precários. É bem caótico”, reclama.

Ainda conforme Elke, a comunidade pleiteia há muito tempo a instalação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “O fato é que está em cima da hora. O Estado não visa a nossa necessidade e não vai atropelar a burocracia. Nos prometeram a construção, mas é preciso que se abra licitação e tudo isso não deve ocorrer até outubro”. 

Outro lado

Procurada,  a Secretaria de Saúde informou que está em andamento o processo para locação de um imóvel onde irá funcionar a UBS do Vale do Amanhecer, que atende a uma população estimada em 20 mil habitantes.

Ao Metrópoles, a atual gestão da SES-DF disse que recebeu unidade “já com faturas em aberto desde novembro de 2015, que estão sob análise”. “Todas as medidas para regularização da dívida estão sendo tomadas”, assegurou em nota.

 

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