SES-DF se compromete a sanar problemas na UPA de Ceilândia em 15 dias
Nesta segunda-feira (10/7), pasta firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF)

A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF) sobre os problemas encontrados em vistorias realizadas na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Ceilândia. Segundo o documento, assinado nesta segunda-feira (10/7), a SES-DF tem prazo de 15 dias para garantir o reabastecimento de insumos e medicamentos e aumentar o número de profissionais lotados na unidade.
O Termo de Ajustamento de Conduta foi proposto pelo CRM-DF na última semana, por conta da falta de condições de atendimento na unidade. Uma das medidas propostas pela entidade era o fim das transferências de pacientes graves para a UPA de Ceilândia.
Caso a medida não fosse aceita pela SES-DF, o conselho de representação dos médicos ameaçava fazer uma interdição ética da unidade de saúde, o que paralisaria as atividades.Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs médicos do local estavam em indicativo de paralisação desde maio, após vistoria que identificou apenas 17 profissionais da área no quadro da unidade, o que “dificulta o atendimento e torna impossível a organização de plantões”.
Acionada pelo Metrópoles na última quinta-feira (6/7), a Secretaria de Saúde afirmou que “o excesso de ausências, por motivo de saúde ou outras razões, dificulta o fechamento das escalas de atendimento”. A pasta disse ainda que negociaria uma solução com o CRM-DF.
Outras UPAs
Além da UPA de Ceilândia, o Conselho Regional de Medicina também emitiu indicativos de interdição ética para as unidades de pronto-atendimento do Recanto das Emas e de Samambaia. De acordo com a entidade, as duas unidades também apresentam irregularidades que dificultam o atendimento à população. Na UPA de Samambaia, por exemplo, uma vistoria apontou a falta de clínicos, enfermeiros e técnicos em radiologia. Além disso, constatou ausência de insumos básicos, reagentes e ambulâncias.
Ainda de acordo com o documento, a capacidade de atendimento na UPA é menor que a demanda e o local possui instalações físicas inadequadas. A Unidade de Pronto-Atendimento do Recanto das Emas, por sua vez, apresenta os mesmos problemas de Samambaia, além da falta de um aparelho de radiografia.



