Hospital do Mané Garrincha registra 1,7 mil curados da Covid-19 e é fechado

No último dia de funcionamento, 4 pacientes tiveram alta e 24 foram transferidos pra outras unidades de saúde, que receberão equipamentos

atualizado 15/10/2020 18:59

Igo Estrela/Metrópoles

Após quase cinco meses de operação, o Hospital de Campanha do Mané Garrincha (HCMG) teve as atividades encerradas nesta quinta-feira (15/10). Foram mais de 1,8 mil infectados pela Covid-19 tratados no local.

No último dia de funcionamento, mais quatro pacientes tiveram alta e houve o remanejamento de 24 pessoas para outras unidades de saúde do Distrito Federal. Uma das curadas que pode voltar para casa nesta quinta-feira foi Elvira dos Santos, 63 anos. Ela ficou 14 dias internada no hospital de campanha.

“Passava muita coisa na cabeça da gente. O momento mais difícil foi quando fui para a UTI. Começou a morrer paciente do meu lado, mas, no fim, deu tudo certo pra mim”, comemorou dona Elvira.

O HCMG foi equipado com 197 leitos, sendo 173 de enfermaria para adulto, 20 de suporte avançado e quatro de emergência. O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, comemorou os resultados alcançados pela equipe que atuou na unidade de campanha.

“Das mais de 1,8 mil pessoas que passaram aqui, 1.780 conseguiram se recuperar. A taxa de letalidade na casa de 1,7% no DF mostra que estamos conseguindo lidar bem com a pandemia”, ressaltou Okumoto.

Veja fotos do encerramento das atividades do hospital de campanha: 

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“Confortáveis, mas não tranquilos”

Segundo o secretário de Saúde, apesar de a capital estar em um claro momento de queda dos casos de Covid-19, ainda não é possível relaxar. “Em 21 de agosto, observamos o início da queda. Hoje estamos mais confortáveis, mas não tranquilos. Vamos continuar observando a pandemia”, afirmou.

Com a desmobilização do hospital do Mané Garrincha, os equipamentos serão realocados para outras unidades hospitalares do DF. “Foi feito um mapeamento de áreas que mais precisam e, em breve, iremos fazer está transferência”, destacou Osnei Okumoto.

Fizeram parte da equipe do Mané Garrincha 129 médicos e 647 enfermeiros, além de diversos outros profissionais, como técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e profissionais administrativos não-assistenciais que atuaram na logística, transporte, alimentação e segurança.

Richard Dubois, responsável pela Arena BSB, administradora do Estádio Mané Garrincha, também comemorou a desmobilização. “Nos sentimos gratos. Nunca tivemos um time tão importante quanto desses profissionais que estiveram aqui”, concluiu.

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