Rosso faz campanha de bike e diz que o DF vive “calamidade pública”

Em quarto lugar na pesquisa Ibope, o candidato do PSD garantiu estar animado com o retorno das ruas: "Acredito no meu trabalho"

Luis Nova/Especial para o MetrópolesLuis Nova/Especial para o Metrópoles

atualizado 25/08/2018 18:23

Candidato ao Palácio do Buriti pelo PSD, Rogério Rosso decidiu fazer campanha na manhã deste sábado (25/8) de bicicleta. Ele percorreu o trajeto entre a Asa Sul e a Feira do Guará, onde almoçou ao lado de apoiadores, correligionários e se encontrou com Alírio Neto (PTB), vice de Eliana Pedrosa.

Rosso aparece em quarto lugar na pesquisa de intenção de votos do Ibope divulgada nessa sexta-feira (24). Ele se diz animado com o retorno das ruas. Na checagem feita a pedido da TV Globo, o candidato tem 8%, cinco pontos percentuais a menos do que no último levantamento do Datafolha.

Na pesquisa feita pelo Ibope, a ex-distrital Eliana Pedrosa (Pros) tem 14% das intenções de voto dos brasilienses. Em segundo lugar, o atual governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), aparece com 12%. Em terceiro, o deputado federal Alberto Fraga, que concorre pelo DEM, vem com 10%.

“Uns acreditam na Datafolha, outros no Ibope. Eu acredito no meu trabalho e no retorno que a população está dando para a gente”, disse. Rosso aproveitou o trajeto de bicicleta para criticar as ciclovias do Distrito Federal. “São muitas, mas não são integradas. Se não tiver cautela, você pode ter um acidente grave. No meu governo, a gente vai integrar as ciclovias”, destacou.

Há 48 anos na capital, Rosso disse que o DF está enfrentado “calamidade pública” nas áreas de saúde, segurança, educação e trabalho. “Estou vendo colegas candidatos prometendo o que não podem cumprir. Para ir para segundo turno, tem de falar a verdade. Não adianta mais fake news, falar mentira. A população sabe quem é quem”, assinalou.

Perfil
Rogério Rosso, 49 anos, é candidato ao Palácio do Buriti e presidente do PSD-DF. De abril a dezembro de 2010, ele foi o governador-tampão do Distrito Federal, após a prisão de José Roberto Arruda (PR) e a renúncia do vice, Paulo Octávio (PP), em meio ao escândalo da Operação Caixa de Pandora.

Carioca e fã de rock, mudou-se para Brasília ainda criança. Viveu na Asa Sul com a família, de classe média, e estudou em escolas públicas da capital. É formado em direito, com especialização em marketing e direito tributário. Antes de entrar para a política, foi executivo nas empresas Mercedes-Benz, Catterpilar e Fiat.

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