Retorno indefinido: UnB debate acesso de alunos a aulas virtuais
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão se reúne para começar a discutir assunto e números mostram dificuldades tecnológicas para alunos
02/07/2020 17:56, atualizado 03/07/2020 08:26

Por meio remoto, integrantes do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade de Brasília (UnB) começaram a discutir nesta quinta-feira (2/7) a possibilidade de retorno das atividades na unidade de ensino superior. E dados básicos de uma pesquisa foram apresentados a fim de fornecer base para a discussão. Os números mostram que a retomada por meio on-line terá dificuldades de acesso para os estudantes.
As aulas na universidade foram suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus. A reitoria cogitou a adoção de teleaulas, mas a comunidade reclamou que muitos não teriam acesso a dispositivos e a internet, de modo geral. Por isso, a equipe do professor Lucio Rennó, coordenador do subcomitê de pesquisa social do grupo que cuida das ações de recuperação, coletou informações com 20.521 da graduação e 2.041 da pós-graduação.
Alguns números mostram isso. No campus de Planaltina, por exemplo, 21,91% dos estudantes não têm tablet ou computador. O mesmo ocorre com 1,73% no Gama; 6,88% em Ceilândia; e 6,34% no Plano Piloto. Por outro lado, 45% dos entrevistados contam com internet banda larga; 28% têm acesso necessário; 26% com velocidade baixa; e 2% apresentam acesso precário.
De modo geral, o grupo apontou que há a necessidade de provimento de computadores para aproximadamente 6% dos alunos, assim como de uma internet com qualidade melhor para 30% dos estudantes. Outra preocupação diz respeito à plataforma principal que deverá ser usada no ensino a distância, o Moodle. De acordo com a pesquisa, 10% dos discentes precisam de capacitação para o uso do aplicativo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFEm seu relatório, Rennó pediu sensibilidade quanto às limitações das condições de estudo no domicílio. Assim como atenção para uma comunidade de estudantes que é afetada pela pandemia, dependente do Sistema Único de Saúde e com familiares em grupos de risco.

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A UnB realizou até a última sexta-feira (26/6) a pesquisa social, com o objetivo de mapear as condições socioeconômicas, de saúde e de acesso, além de familiaridade com recursos tecnológicos, principalmente entre os estudantes. Diversas áreas foram levantadas, como o número de pessoas têm acesso à internet, computador, telefone.
O estudo também foi levado em questão. No levantamento, 40% dos estudantes afirmaram que têm interferência na hora de estudar em casa. E desses, 46,91% disseram que o principal problema é não ter lugar adequado para se dedicar aos livros.
A própria saúde entrou no questionário. E os números mostram que 48% não possuem plano de saúde privado e dependem do SUS. Dos entrevistados, 13% somente fizeram teste para saber se estavam com a Covid-19.
Ainda é necessário fazer cruzamentos de dados para depois entregar um relatório geral para o Cepe, instância responsável pelas deliberações sobre o calendário, até a semana que vem. O documento será um dados que o conselho terá para decidir sobre a retomada das atividades na UnB.









