Rede pública do DF registra aumento de 172% em partos normais

Este ano, o número de procedimentos do tipo chegou a 2,9 mil, segundo levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do DF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Wey Alves/Especial Metrópoles
Parto humanizado - Metrópoles
1 de 1 Parto humanizado - Metrópoles - Foto: Wey Alves/Especial Metrópoles

Em 2022, a rede pública de saúde do Distrito Federal realizou, em média, 362 partos normais por mês. Até agosto, foram 2,9 mil procedimentos do tipo. O número mensal é cerca de 172% maior do que os partos do tipo registrados em 2019.

Atualmente, o DF conta com 10 centros obstétricos e a Casa de Parto em São Sebastião, referência em partos. Em todos, há enfermeiros obstetras. Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), no total, há 120 profissionais da categoria em toda a rede.

Amanda Fedevjcyk de Vico, referência técnica distrital em enfermagem obstétrica, explica que os enfermeiros obstetras são aptos a assistir o parto normal de todas as mulheres que estejam em uma gravidez considerada fora de risco. Ela afirma que o aumento da procura pelo procedimento é nítida.

“Na casa de parto de São Sebastião, por exemplo, houve uma procura muito grande de mulheres que inclusive faziam pré-natal na rede particular, mas, para o parto buscavam a casa. Na rede pública, a casa ainda é a mais qualificada para esse tipo de atendimento, mas na rede privada, alguns hospitais já contam com a sala quarto equipado para esse tipo de parto”, diz Amanda.
Rede pública do DF registra aumento de 172% em partos normais - destaque galeria
5 imagens
Filhos de Marianna Cardoso
“Queria que as coisas acontecessem da forma mais saudável possível", diz Marianna
A mãe não quis passar por procedimentos agressivos durante a gravidez
Marianna Cardoso é fotógrafa e moradora da Granja do Torto
Marianna Cardoso tem três filhos e todos nasceram de parto normal e humanizado
1 de 5

Marianna Cardoso tem três filhos e todos nasceram de parto normal e humanizado

Wey Alves/Especial Metrópoles
Filhos de Marianna Cardoso
2 de 5

Filhos de Marianna Cardoso

Wey Alves/Especial Metrópoles
“Queria que as coisas acontecessem da forma mais saudável possível", diz Marianna
3 de 5

“Queria que as coisas acontecessem da forma mais saudável possível", diz Marianna

Wey Alves/Especial Metrópoles
A mãe não quis passar por procedimentos agressivos durante a gravidez
4 de 5

A mãe não quis passar por procedimentos agressivos durante a gravidez

Wey Alves/Especial Metrópoles
Marianna Cardoso é fotógrafa e moradora da Granja do Torto
5 de 5

Marianna Cardoso é fotógrafa e moradora da Granja do Torto

Wey Alves/Especial Metrópoles

Segundo ela, o parto natural e humanizado considera as vontades e escolhas da mulher grávida, desde que não haja risco de vida para ela e para o bebê. “A mulher vai sendo monitorada, acompanhada e deixamos o corpo evoluir. Caso os profissionais percebam que não houve evolução, o parto não deixa de ser humanizado. Haverá opções de intervenção, mas sempre respeitando a escolha dela.”

Veja a evolução do número de partos normais dos últimos anos:

 

Experiência

Ana Maria Alves, 38, deu à luz à primeira filha há quatro dias na Casa de Parto de São Sebastião. Moradora da região, ela afirma que o processo não é fácil, mas a possibilidade de escolher todos os passos do processo é a maior vantagem.

Parto humanizado: entenda porque ele é tão benéfico para mães e bebês

“Preferi ter o parto normal por causa da recuperação mais rápida. Na hora do parto você tem a opção que quiser, não é nada forçado. Isso me ajudou muito. Foi sofrido, doloroso, mas você se sente mais a vontade”, avalia.

Agora, ele está curtindo a filha e em casa. “No quarto dia do pós-parto já me sinto bem”, comenta a autônoma.

Apoio de profissionais

Marianna Cardoso, 32 anos, tem três filhos e todos nasceram de parto normal e humanizado. Fotógrafa e moradora da Granja do Torto, ela conta que optou por não passar por procedimentos muito agressivos durante a gravidez.

“Queria que as coisas acontecessem da forma mais saudável possível e entendo que a cesárea é uma intervenção. A minha recuperação foi bem fácil. Nas horas seguintes eu já estava andando”.

Marianna avalia que o apoio de profissionais qualificados faz a diferença no processo. “O segundo e o terceiro parto foram com equipes que eu queria, enfermeiros obstetras que eu confiava, com um pré-natal respeitoso. Elas olhavam para mim, para a minha história e tudo contava para o dia do parto. A equipe faz toda a diferença”, comenta.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?