“Queremos justiça”, diz família de aluno da UnB morto na Rodoviária

Familiares de Milton Junio Rodrigues de Souza, 19 anos, revoltaram-se com o crime. Jovem é lembrado como uma pessoa alegre e tranquila

atualizado

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“Naquele momento, a vida dele valeu menos do que o preço de um isqueiro”, revolta-se a atendente Júlia da Conceição, de 20 anos, prima de Milton Junio Rodrigues de Souza, 19. Estudante da Universidade de Brasília (UnB), o jovem foi assassinado na madrugada dessa terça-feira (15/1), após discutir com um morador de rua. “Ele era tranquilo e não mexia com nada de errado. A vida de um inocente foi tirada.”

Assim como Júlia, os demais familiares do rapaz estão abalados e pedem justiça. Junio, como era chamado pela família, era caseiro e evitava confusões, diz a prima. Lembrado pelos amigos como alguém alegre e divertido, cursava o quinto semestre de ciências políticas. Assim como muitos alunos, Milton tentava aproveitar as férias. “Ele saía para se divertir. Era só um jovem”, define Júlia.

O rapaz morou a vida toda com os pais e o irmão mais velho no Gama. No mesmo lote, vivem suas tias, primos, padrinho e madrinha. Patrícia Conceição Souza, 41, faxineira, tia, relata que participou do crescimento e desenvolvimento do sobrinho. Ela reforça a personalidade sossegada do estudante. “Só queremos justiça”, desabafa.

Durante as aulas, Junio era um estudante focado. Júlia conta que o rapaz não costumava passear no período letivo. Ele fazia o trajeto de ônibus diariamente até a UnB, onde passava a tarde e até mesmo a noite estudando. Ao chegar em casa, muitas vezes ainda revisava o conteúdo. Sua relação com os pais, que estão na Bahia e ainda não haviam sido comunicados do ocorrido até a noite de terça, foi descrita como pacífica.

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Todo dia ele falava da faculdade e contava como queria se formar e conseguir um emprego, mas uma besteira acabou com a vida dele. O culpado não pode ficar impune. Se não for condenado na justiça do homem, vai ser condenado na justiça de Deus

Júlia da Conceição, prima de Milton Junio

A prima lembra ter pedido para Junio ficar em casa na noite de segunda-feira (14/1), mas ele resolveu sair. Ao deixar uma festa no Conic com dois amigos, eles foram abordados por um morador de rua na escada rolante da Rodoviária do Plano Piloto. O homem pegou um isqueiro do trio. “Nós não gostamos, mas não fizemos nada. Depois, ele começou a xingar, mandando a gente sair da escada”, contou Ícaro Carlos de Sousa, 19, amigo da vítima e testemunha do crime.

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Casa onde jovem morava com a família
Família pede por justiça
Familiares estão abalados e revoltados
Júlia da Conceição, 20, atendente
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Júlia da Conceição, 20, atendente
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Ainda segundo o jovem, após a discussão, um amigo do morador de rua chegou e foi para cima de Milton Junio: “Pegou o celular e deu a facada nele”.

Assassino
Investigadores da 5ª Delegacia de Polícia (área central de Brasília) identificaram o autor do latrocínio. O criminoso seria um morador de rua apelidado de Galego. Segundo os policiais, ele costuma perambular e passar as noites consumindo drogas nas redondezas do terminal.

Os investigadores coletaram uma série de imagens registradas pelas câmeras de segurança, mas o crime ocorreu em um ponto cego, onde as circunstâncias do assassinato não foram flagradas pelos equipamentos.

Os policiais da 5ª DP estão nas ruas tentando localizar o suspeito, que não foi mais visto na Rodoviária. Como se trata de um morador de rua, a busca pelos dados de Galego é considerada mais complicada.

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