Quem é o jogador condenado por socar nuca de árbitro após tomar cartão

Pedro Ivo Campos Correa de Souza foi condenado a pagar R$ 5 mil a Kelsey Raphael de Araújo Dias por tê-lo agredido com soco na nuca

atualizado

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1 de 1 pedro-ivo - Foto: Reprodução

O jogador condenado a pagar R$ 5 mil a um árbitro por tê-lo agredido durante um jogo de futebol amador, em setembro de 2024, é Pedro Ivo Campos Correa de Souza (foto em destaque), 33 anos.

Pedro Ivo já atuou como jogador profissional. Zagueiro de origem, defendeu Marília (SP) e Gama (DF) entre 2010 e 2012. Pedro Ivo era o capitão do time que defendia no dia da agressão.

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Pedro Ivo Campos Correa de Souza, 33 anos
Ele foi condenado por agredir um árbitro em partida amadora, em setembro de 2024
Pedro Ivo já foi zagueiro de futebol profissional, atuando por times como Gama e Marília
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Pedro Ivo já foi zagueiro de futebol profissional, atuando por times como Gama e Marília

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Pedro Ivo Campos Correa de Souza, 33 anos
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Pedro Ivo Campos Correa de Souza, 33 anos

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Ele foi condenado por agredir um árbitro em partida amadora, em setembro de 2024
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Ele foi condenado por agredir um árbitro em partida amadora, em setembro de 2024

Material obtido pelo Metrópoles

No último 13 de agosto, a 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF manteve a condenação de Pedro por ter dado um soco na nuca do árbitro Kelsey Raphael de Araújo Dias, 34 anos, durante partida de futebol society em clube no Setor de Clubes Sul, em setembro de 2024.

Reveja o vídeo da agressão:

Pedro Ivo deverá pagar R$ 5 mil por violação à imagem e à honra de Kesley. O 1º Juizado Especial Cível de Ceilândia já havia condenado o atleta em junho deste ano. Pedro, então, recorreu alegando que não existia prova de que ele tenha praticado “qualquer ato ilícito”, apesar dos vídeos que mostram o soco no árbitro.

Ao analisar o recurso, a juíza Silvana da Silva Chaves considerou que “a agressão física, praticada em local público e amplificada por transmissão em plataforma de compartilhamento de vídeos configura violação direta à honra, à dignidade e à imagem do autor”.

“A indenização por danos morais tem como escopo, além da compensação pelos constrangimentos e aborrecimento sofridos, a prevenção em relação à realização de fatos semelhantes”, considerou a juíza.

A 2ª Turma Recursal foi unânime ao manter a condenação.


Relembre o caso

  • Em 21 de setembro, por volta das 14h, Pedro Ivo reclamou acintosamente de uma marcação e foi punido com um cartão amarelo. Revoltado, ele deu um soco na nuca de Kesley Raphael, que caiu na hora.
  • O árbitro disse ter sido xingado de “desgraçado” e “filho da puta” antes de ser agredido.
  • Kesley disse à época que chegou a desmaiar. “Tive todo o suporte do presidente do campeonato. Sofri um desmaio e, se não fosse a presença de bombeiros, a situação poderia ter sido muito pior”, disse.
  • O árbitro foi levado ao hospital com suspeita de traumatismo, que foi descartada após ressonância.
  • Enquanto isso, Pedro Ivo fugiu do local. Um dos atletas que estava em campo é bombeiro militar e tentou detê-lo dando voz de prisão, sem sucesso.

Respostas

Em nota, a defesa de Pedro Ivo Campos Correa de Souza informou que o atleta irá acatar a decisão e pagar os R$ 5 mil a Kesley. “Desde o dia dos fatos, Pedro Ivo sempre demonstrou arrependimento, inclusive pedindo perdão ao Sr. Kesley Raphael publicamente e dentro dos autos, haja vista que esta situação foi algo isolada em sua vida”, acrescentou o advogado Jaysson Mineiro de França, que representa o jogador.

À época dos fatos, Pedro Ivo chegou a publicar nota afirmando que acabou “perdendo a cabeça”. “Tomado por forte emoção e movido pelo nervosismo da partida de futebol, bem como pelo estresse do momento, acabei ‘perdendo a cabeça’”, disse Pedro em um pedido de desculpas. “O ocorrido foi um fato totalmente isolado em minha vida e jamais voltará a acontecer, pois sou uma pessoa de bem, dedicada ao trabalho, ao esporte e à família”, completou.

Bora Soluções Esportivas, empresa que organizava a Copa Bora, campeonato pelo qual era válida a partida, emitiu nota à época condenando a atitude de Pedro Ivo. “O agressor foi imediatamente banido do campeonato e de todas as próximas competições da empresa, sem direito a recurso. Não admitiremos que um espaço de lazer e convivência social seja tomado por violência.”

“Quando o Bora se propõe a organizar a Copa Bora e oferecer, entre os diferenciais, a transmissão ao vivo, a empresa quer filmar golaços, lances engraçados, comemorações e entrevistas inesquecíveis. Mas a transmissão ao vivo também serve para inibir o papel do agressor”, pontuou.

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