Programa facilita acesso a recursos para manutenção de UBS no DF
GDF reformulou Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde para agilizar pequenos consertos em unidades de saúde da capital

O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou a ampliação do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS), que tem como objetivo levar recursos diretamente para as unidades de saúde e garantir mais autonomia aos gestores para realizar pequenos serviços de manutenção nas unidades de saúde.
Com a expansão, o programa passa a alcançar todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal. A proposta prevê a descentralização de recursos voltados à manutenção das unidades, com valores estimados entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, de acordo com o porte de cada UBS.
Segundo o governo, o PDPAS funciona como uma ferramenta de gestão que garante autonomia imediata aos gestores, com transferência direta de recursos para despesas de pequeno porte, sem necessidade de burocracia centralizada. O foco é dar continuidade à assistência e evitar interrupções por falta de insumos ou falhas de infraestrutura.
A medida busca dar mais agilidade ao atendimento de demandas cotidianas das UBSs, como pequenos reparos, manutenção, aquisição de materiais e compra de insumos de caráter urgente, especialmente quando há desabastecimento temporário no estoque central.
Durante o anúncio, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão(PP), afirmou que a iniciativa vai facilitar que os gestores possam resolver pequenos problemas enfrentados diariamente.
“A descentralização do PDPAS vai mudar a realidade das nossas unidades básicas de saúde”, disse. Ela destacou que, com os recursos na ponta, os gestores terão condições de resolver demandas com mais rapidez.
Celina explicou que, até então, as solicitações passavam por superintendências, hospitais ou pela própria Secretaria de Saúde, o que tornava o processo mais lento.
“Antes, você colocava para a superintendência ou para o hospital, e hoje nós vamos capacitar e treinar os nossos gestores que vão cuidar disso lá na ponta”, afirmou.
Ela citou situações simples da rotina das UBSs que poderão ser resolvidas diretamente no local. “Quebrou uma torneira? Você não precisa fazer ofício. Você tem o dinheiro e pode resolver a compra, o reparo, a manutenção”, disse.
A chefe do Executivo local destacou ainda que o modelo cria uma nova lógica orçamentária, permitindo inclusive a participação de parlamentares no direcionamento de recursos para as unidades.
Opera DF
O Distrito Federal ultrapassou a marca de 56 mil cirurgias realizadas em 2025 na rede pública de saúde, alcançando um recorde histórico.
A estratégia inclui programas como o Opera DF, que permite a realização de cirurgias mais simples na rede privada parceira, o que ajuda a liberar a rede pública para procedimentos de maior complexidade dentro da Secretaria de Saúde (SES-DF).
O último recorde havia sido registrado em 2019, com 46 mil cirurgias realizadas na rede pública.
“A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas. Então, a gente consegue com isso atacar a fila das cirurgias, deixar a nossa rede para alta complexidade e reduzir o tempo de espera”, disse Celina.

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