Profissionais da saúde terão 5 mil vagas para agendar vacina nesta 3ª

Nas três etapas já realizadas, foi agendada a vacinação de 34,7 mil profissionais, o que totaliza 29,7% do total de pessoas cadastradas

atualizado 19/04/2021 19:08

Vacinação no Parque da CidadeArthur Menescal/Especial Metrópoles

A Secretaria de Saúde vai abrir cinco mil vagas para agendamento da vacinação para profissionais de saúde a partir das 9h desta terça-feira (20/4). Essa é a quarta etapa da imunização para as categorias profissionais definidas pelo Comitê Gestor de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

O agendamento estará disponível no site vacina.saude.df.gov.br. Durante o agendamento, será possível escolher o dia, horário e local para receber o imunizante.

Esse público será vacinado nos dias 22, 23 e 26 de abril em quatro locais: drive-thru do Centro de Práticas Sustentáveis, no Jardim Botânico; Policlínica do Lago Sul; UBS 5 de Ceilândia e Taguaparque.

A vacinação deste grupo contempla os profissionais do Instituto Médico Legal (IML), servidores da Policlínica da Polícia Civil, Procon, profissionais que estão na linha de frente pela Secretaria DF Legal, técnicos de laboratório e fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

Além disso, o agendamento contempla profissionais de saúde internos e aqueles com registro nos seguintes conselhos e entidades representativas: biologia, nutrição, educação física, fisioterapia e terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, técnico de radiologia, enfermagem, medicina, odontologia, biomedicina, veterinária, serviço social, farmácia e agentes funerários.

Nas três etapas já realizadas, foi agendada a vacinação de 34,7 mil profissionais, o que totaliza 29,7% do total de pessoas cadastradas.

Na última semana, o DF recebeu remessa de vacinas para dar prosseguimento à campanha de vacinação contra a Covid-19. Do total de doses recebidas, a orientação técnica do Ministério da Saúde, é que 3.906 fossem usadas como D1 para os profissionais de saúde. Esse número foi ampliado para 4.414 doses, pois 508 doses do agendamento passado haviam sido separadas para perda técnica, no entanto nenhuma dose foi perdida. Outras 586 doses que deveriam ter sido aplicadas no agendamento anterior e não foram utilizadas por não comparecimento dos profissionais de saúde serão utilizadas nesta fase.

Caso o CPF do profissional não seja reconhecido durante o agendamento, ele deverá procurar o órgão que o representa para atualização cadastral com a Secretaria de Saúde.

Não é necessário agendar a segunda dose. O usuário pode comparecer ao ponto de vacinação na data prevista no cartão de vacinação, levando esse documento e outro de identificação com foto.

Controle do agendamento

As listas com os dados cadastrais são de responsabilidade dos respectivos Conselhos de Classe, dos órgãos públicos ou das entidades representativas reconhecidas pela Secretaria, não havendo a inclusão de cadastros individuais no sistema.

É importante ressaltar que os servidores da Secretaria de Saúde em atividade, os trabalhadores da saúde de serviços privados e qualquer cidadão que já tenha recebido a vacina, conforme registro no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), são automaticamente retirados do sistema eletrônico de agendamento, de forma a impedir duplicações ou fraudes.

Para maior segurança no agendamento, é importante que ao final do processo os profissionais imprimam a Ficha de Agendamento, que deverá ser entregue no local da vacinação, juntamente com a apresentação dos documentos de identificação com foto e registro profissional. Recomenda-se levar o cartão de vacina. Caso não tenha o cartão de vacina, um novo será feito no local.

Cobrança

De acordo com o Sindicato dos Médicos, há pelo menos 20 mil profissionais de saúde aguardando a vacinação no Distrito Federal. Os dados são de Gutemberg Fialho, presidente do Sindmédico. O dirigente considera as doses recebidas até agora como insuficientes e afirma que é preciso ir além para dar maior segurança a quem trabalha na área da saúde.

“Temos informação de que 6 mil médicos da rede pública não receberam vacinas. No setor privado são cerca de pelo menos 20 mil profissionais, o que inclui técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório, atendentes de consultórios, entre outros”, explicou.

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