Populares chegam ao cemitério para sepultamento de Roriz

O ex-governador será enterrado na ala dos pioneiros, ao lado da lápide de JK, do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul

atualizado 28/09/2018 10:38

Igo Estrela/Metrópoles

A movimentação no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, onde Joaquim Roriz será enterrado era intensa por volta das 10h. O corpo do ex-governador será sepultado na ala dos pioneiros, ao lado da lápide do ex-presidente Juscelino Kubitschek, fundador de Brasília.

Os Bombeiros estão no local, com 55 militares e 11 macas, para atender pessoas que eventualmente passarem mal durante o enterro. Entre as pessoas presentes, está a técnica de enfermagem Ana Cristina Cunha, 45 anos, moradora de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.

Ela saiu de casa às 4h desta sexta-feira (28/9), foi ao Memorial JK, onde o corpo está sendo velado, e partiu para o cemitério. “Nasci com o Roriz na minha vida. Toda a minha família sempre admirou a história dele. Ele nos ajudou muito, principalmente dando lotes. Trabalhei muito como voluntária nos projetos dele. Distribuía leite, pão, cobertor”, destacou.

Ana Lívia Silva, 55, é vizinha de Ana Cristina e também está no cemitério. “Vim de Aracaju (SE) para ter melhores condições, mas quando cheguei aqui, não consegui moradia. Fui para o Entorno. Se o Roriz já fosse governador naquela época, tenho certeza que não seria assim. Eu admirava o corpo a corpo que ele fazia com a população. Ninguém faz isso como ele. Vim dar o último adeus. Espero que a família dele dê continuidade ao seu legado”, pede.

A aposentada Tereza Mangabeira, 61, chegou quatro horas antes do enterro no cemitério. “Ele me deu um lote no Riacho Fundo II. Antes eu já morei de aluguel em várias cidades. Tinha três filhos para criar. Chorei muito com a notícia da morte dele. Vim cedo para tentar vê-lo de perto”, ressaltou.

A vendedora de dindim Francisca da Silva Alves (foto em destaque), 66, chegou às 8h e se posicionou perto do túmulo onde Roriz será enterrado. “O conheci por meio das campanhas políticas e trabalhei com ele. Eu morava de aluguel em Santa Maria e ele que me deu um terreno em Sobradinho II. Eu tinha quatro filhos para criar sozinha. Fui uma das primeiras moradoras dessa cidade. Rezava pela saúde dele todos os dias e tive que vir hoje para me despedir, pois não consegui ir ao Memorial ontem”, assinalou.

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