“Tentadores”: os candidatos do DF que não desistem nunca

A cada quatro anos, eles entram em campanha e renovam as esperanças de conquistar, enfim, um cargo eletivo no Distrito Federal

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Arte/Metrópoles
candidato-profissao
1 de 1 candidato-profissao - Foto: Arte/Metrópoles

Quem espera sempre alcança? Para algumas pessoas que sonham em se eleger e já tentaram várias vezes, 2018 traz uma nova oportunidade para a desejada vitória. Elas já figuraram nas urnas brasilienses por mais de duas vezes, conquistaram milhares de votos, mas até o momento não tiveram desempenho suficiente para garantir um cargo eletivo no Distrito Federal.

Alçado como postulante a vice-governador na chapa do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o engenheiro civil Eduardo Brandão (PV) é um exemplo de persistência. Ele se candidatou nas últimas três eleições e saiu derrotado em todas. Em 2006, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados e conquistou 6.636 votos. Quatro anos depois, se lançou ao governo do DF e teve o apoio de 78.837 eleitores. Por fim, em 2014, voltou à campanha para federal e recebeu 15.121 sufrágios.


Ao Metrópoles, Eduardo Brandão declarou que seu projeto nunca foi “eleitoreiro”. “Na minha história política, a minha posição sempre foi orgânica, com pouco dinheiro”, afirmou.

Candidatos “teimosos” existem em praticamente todos os partidos. No PSol, por exemplo, o jornalista Chico Sant’Anna e o psicólogo Toninho do PSol são velhos conhecidos dos brasilienses, apesar de não terem conquistado nenhuma das vagas pretendidas até hoje.

“Tentadores”: os candidatos do DF que não desistem nunca - destaque galeria
5 imagens
Toninho do PSol
“Tentadores”: os candidatos do DF que não desistem nunca - imagem 3
Para Jorge Vianna, o Entorno tem sido esquecido pelo DF e por Goiás, o que gera sérios problemas na região
Sobrinho de ex-governador, <b>Dedé Roriz (PHS)</b> tenta, desde 2006, ser deputado
<b>Eduardo Brandão (PV)</b> candidatou-se a deputado federal em 2006, a governador em 2010, e voltou a tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2014. Agora, concorre a vice-governador na chapa do atual chefe do Executivo local, Rodrigo Rollemberg (PSB)
1 de 5

Eduardo Brandão (PV) candidatou-se a deputado federal em 2006, a governador em 2010, e voltou a tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2014. Agora, concorre a vice-governador na chapa do atual chefe do Executivo local, Rodrigo Rollemberg (PSB)

Toninho do PSol
2 de 5

Toninho do PSol

Reprodução/Facebook
“Tentadores”: os candidatos do DF que não desistem nunca - imagem 3
3 de 5

Reprodução/Facebook
Para Jorge Vianna, o Entorno tem sido esquecido pelo DF e por Goiás, o que gera sérios problemas na região
4 de 5

Para Jorge Vianna, o Entorno tem sido esquecido pelo DF e por Goiás, o que gera sérios problemas na região

Reprodução/Facebook
Sobrinho de ex-governador, <b>Dedé Roriz (PHS)</b> tenta, desde 2006, ser deputado
5 de 5

Sobrinho de ex-governador, Dedé Roriz (PHS) tenta, desde 2006, ser deputado

Reprodução/Facebook



Chico almejou o Senado em 2010, mas, na eleição seguinte, optou por disputar uma vaga na Câmara Legislativa (CLDF). Obteve 16.486 e 919 votos, respectivamente. Segundo ele, que concorre novamente a uma cadeira no Congresso Nacional, o cenário político deste ano está diferente. “O nome do senador Cristovam Buarque (PPS) já não tem a mesma atração. Além disso, o DF pode ter 17 candidatos, o que levará a uma grande pulverização dos votos”, avaliou. 

O psicólogo, por outro lado, concorre desde 2002 na capital da República. Na primeira eleição, o então “Toninho do PT” foi candidato a deputado distrital. Nos três pleitos seguintes, já no PSol, disputou o Palácio do Buriti. A votação mais expressiva foi em 2010, quando conquistou o apoio de 199.095 eleitores. Nos outros anos, teve 5.697 (2002), 55.898 (2006) e 34.689 (2014) votos.

Em 2018, a quinta vez nas urnas, ele entra na corrida eleitoral rumo à CLDF. “Estou confiante. Com pequeno tempo de propaganda política, é uma eleição na qual os candidatos conhecidos terão mais chances de se eleger”, pontuou.

Espólio
Dedé Roriz (PHS) sempre tentou colar sua imagem na do tio, o ex-governador Joaquim Roriz, sem muito sucesso. Ele busca uma vaga de deputado desde 2006, quando conseguiu 4,4 mil votos para a Câmara Federal. Nas eleições seguintes, desistiu de concorrer para apoiar a prima Liliane Roriz (Pros) e, em 2014, teve a candidatura a distrital indeferida. Agora, volta a disputar uma cadeira na CLDF.

Nessa eleição, estou bem preparado e maduro. Já sou conhecido da população e venho, há três anos, fazendo um trabalho nas cidades criadas pelo meu tio para entender quais são as reivindicações

Dedé Roriz (PHS), postulante a deputado distrital

Representante de técnicos em enfermagem, o candidato a distrital Jorge Vianna (Podemos) está confiante: “Nos últimos quatro anos, vim me preparando para as eleições de 2018. É a que vai definir a minha vida. Não penso em tentar mais vezes”. Em 2010, disputou cadeira na CLDF pelo PSC e obteve 1.401 votos. Em 2014, tentou de novo, pelo PSD, e conquistou 7.331.

Uma hora dá certo?
As sucessivas eleições podem resultar em vitória um dia, na avaliação de especialistas. Segundo o doutor em administração pública, governo e professor da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) Sérgio Praça, tornar-se político é um projeto a longo prazo. “A chance de ser eleito na sua primeira campanha é pequena”, comentou.

Ao mostrar lealdade ao partido várias vezes, a um projeto político, a líderes específicos, pode ser que uma hora o candidato seja recompensado

Sérgio Praça, doutor em administração pública, governo e professor da FGV-RJ

A diversidade de candidatos a cargos proporcionais em um mesmo partido é uma estratégia importante para eleger os nomes mais fortes da coligação. Para o doutor em sociologia e professor do Centro Universitário de Brasília (Uniceub) Edvaldo Fernandes, o quadro de postulantes é essencial para uma legenda alcançar o quociente eleitoral necessário para conquistar uma cadeira no Legislativo.

Além disso, concorrer mais de uma vez pode ser benéfico. “O nome e as ideias que o candidato divulgou durante esse período ficam na memória do eleitor”, observou.

Para investir em repetidas candidaturas, de acordo com o doutor em ciência política e docente emérito da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, esses candidatos “de sempre” precisam estar apoiados por segmentos da sociedade. “Se a pessoa for individualmente, sem apoio ou incentivo de algum grupo, vai ter de gastar o próprio dinheiro, o que é estranho”, ponderou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?