*
 

O deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP) voltou a ser internado nesta sexta-feira (6/4) por problemas de saúde. Desta vez, o político de 86 anos deu entrada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com suspeita de hemorragia digestiva e possível infecção no sistema respiratório. A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo advogado de Maluf, Marcelo Turbay, sócio do escritório de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

“Estive com ele nesta semana em São Paulo e, realmente, o quadro é delicado”, afirmou Turbay. Após deixar o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-prefeito de São Paulo foi internado no Hospital Home, localizado na Asa Sul, e apresentou sintomas como vômitos em grande quantidade, de cor escura e cheiro forte, que o levaram a ser transferido para outro quarto. Exames feitos no local encontraram mancha no pulmão direito do político, motivo pelo qual a defesa dele pediu prisão domiciliar em São Paulo.


O parlamentar afastado foi condenado pelo ministro Edson Fachin a 7 anos e 9 meses de prisão por lavagem de dinheiro no período em que foi prefeito de São Paulo – entre 1993 e 1996. Por decisão do ministro Dias Toffoli, contudo, Maluf passou a cumprir prisão domiciliar em casa, na capital paulistana, mas o agravamento do quadro clínico levou familiares a interná-lo novamente.

Procurada, a assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Contestação
A internação no Hospital Home garantiu ao político a concessão de prisão domiciliar humanitária, mas o benefício é questionado pela juíza da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Leila Cury, que tenta revertê-lo no Supremo Tribunal Federal (STF). Com base em laudo produzido pelo Instituto Médico Legal do Distrito Federal, a magistrada sustenta que o deputado poderia ser mantido em regime fechado, no Complexo Penitenciário da Papuda.

Nessa quinta-feira (5/4), a juíza recebeu relatório médico da unidade particular sobre a internação de Maluf. No documento, a equipe médica informa que o político se recusou, ao menos em três ocasiões, a tomar medicação e a passar por fisioterapia. Além disso, ainda conforme o texto, Maluf não apresentou risco nutricional nem odontológico enquanto esteve internado na instituição. O laudo foi anexado à representação feita por Leila Cury ao Supremo.