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Rollemberg diz a distritais que não tem participação em grampos

Governador convocou deputados para encontro na residência oficial de Águas Claras nesta segunda-feira (22/8). Crise na Polícia Civil e destinação de recursos para a saúde foram outros temas discutidos

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residência oficial de águas claras
1 de 1 residência oficial de águas claras - Foto: Michael Melo/Metrópoles

No dia em que a Câmara Legislativa pode eleger o novo vice-presidente da Casa, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocou uma reunião com os deputados da base. O encontro ocorreu na Residência Oficial de Águas Claras no começo da tarde desta segunda-feira (22/8). Um dos assuntos foi a crise que atinge o Legislativo desde a divulgação de gravações feitas por Liliane Roriz (PTB) indicando suposto pagamento de propina em contratos da saúde. Na pauta do encontro, além das denúncias, o chefe do Executivo local pediu ajuda para que os parlamentares continuem destinando recursos para a área, pivô de toda a confusão.

Doze deputados participaram do encontro. Sobre a crise dos grampos, Rollemberg fez questão de dizer que não tem relação com as denúncias feitas por Liliane Roriz. O socialista foi acusado pela presidente da Câmara, Celina Leão (PPS), de ser o responsável por ajudar Liliane no grampos dos parlamentares. Para Celina, o objetivo do governador era tirar do foco a família dele, alvo da CPI da Saúde.

Outra crise também foi alvo do encontro: a da Polícia Civil. Rollemberg afirmou que terá uma reunião no Tribunal de Contas da União (TCU) para tratar sobre o superávit do Fundo Constitucional do DF, o que pode significar o recurso para a paridade dos civis com a Polícia Federal.

Como medida de segurança com tantos grampos sendo divulgados, durante a reunião, a equipe de Rollemberg recolheu os celulares dos deputados. Os aparelhos foram guardados dentro de envelopes grampeados na frente dos distritais e colocados em cima de uma mesa.

Os distritais que participaram da reunião disseram que Rollemberg não entrou no assunto da votação para a escolha do novo vice-presidente da Câmara Legislativa. Apenas Juarezão (PSB), único a se candidatar à vaga, levantou e pediu o voto dos colegas. A sessão extraordinária para a eleição do sucessor de Liliane Roriz foi marcada por Celina para a tarde desta segunda. Nos bastidores, alguns deputados tentam adiar a votação, mas a Mesa Diretora, diretamente atingida com os áudios, não pretende abrir mão da data.

Para a votação ser aberta, é necessário que ao menos 13 distritais estejam em plenário, o que significa metade mais um do total de parlamentares. Embora a vice-presidência da Casa seja um cargo de expressão, muitos deputados estão reticentes em se lançar ao posto até que os efeitos de crise instalada na Câmara sejam mais palpáveis.

O nome de Rodrigo Delmasso (PTN), por exemplo, era cotado para a sucessão, mas o parlamentar tem falado aos pares que não estará entre os postulantes à vice-presidência. Delmasso — como os demais colegas — sabe que quem assumir as rédeas do órgão neste momento de crise pode sofrer desgastes. Ele pode, inclusive, assumir a vaga de líder do governo na Casa, com a renúncia de Julio Cesar (PRB).

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