Pré-candidatos do DF ao Senado divergem sobre indicações de cargos

Em debate na Universidade de Brasília, postulantes ao Congresso debateram acerca de política e das motivações de cada um

atualizado

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Pré-candidatos ao Senado no DF
1 de 1 Pré-candidatos ao Senado no DF - Foto: Ian Ferraz/Metrópoles

Quatro pré-candidatos ao Senado participaram de uma roda de conversa no auditório do Instituto de Ciência Política (Ipol) da Universidade de Brasília (UnB), nesta quinta-feira (28/6). O debate – A política como vocação – reuniu postulantes a um primeiro cargo eletivo pelo Distrito Federal: Leany Lemos (PSB), Marivaldo Pereira (PSol), Paulo Roque (Novo) e Marcelo Neves (PT).

Os candidatos a duas vagas disponíveis para o DF iniciaram o evento apresentando suas razões de entrar na política. Em seguida, responderam perguntas sobre ações públicas para universidades, participação social no governo, foro privilegiado, o método de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), desafios para os novos nomes da política, diálogo com os eleitores além da campanha e a respeito da indicação de cargos no Executivo.

Apesar do tom sempre respeitoso, eles não demonstraram consenso diante dos temas expostos. Entre eles, a distribuição de postos no governo. Ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) do GDF, Leany disse que não é possível governar sem a indicação de cargos.

“O presidencialismo de coalizão, que é o nosso, tem de construir (alianças), que é muito semelhante ao que é feito no semipresidencialismo e no parlamentarismo. O problema não é da instituição, e sim da qualidade da coalizão e o preço dessas alianças. Nenhum presidente eleito no Brasil conseguiu uma bancada (no Congresso) maior do que 20%”, destacou. 

Conforme garantiu Marivaldo Pereira, se eleito, as indicações ocorrerão por parâmetros técnicos: “Precisamos de uma ruptura nesse processo histórico (de indicações de cargos), que gera problema social.”

Candidato pelo Novo, Paulo Roque se mostrou veementemente contra a indicação. “Parlamento não é negócio. Parlamentar ter cargo no governo é um crime e meu partido defende que não haja indicação política. Esses cargos são da sociedade. Um parlamentar quando tem dois mil cargos no Executivo é um crime, porque ele não está preocupado com o serviço público e, sim, com a próxima eleição. A gente defende que não haja qualquer indicação política de um parlamentar eleito pelo povo no Executivo”.

Para o petista Marcelo Neves, não há coalizão dentro do governo, e sim um “presidencialismo de extorsão” com a distribuição de cargos. O postulante ao Senado defende que “os partidos definam cargos dentro de um modelo programático”, mantendo a “parte administrativa na competência (servidores) e não por indicação política”.

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