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Frente a um meme que satiriza a ausência de aumento salarial dos servidores do Distrito Federal, a ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, hoje assessora especial do Escritório de Projetos Especiais, da Secretaria de Projetos Estratégicos do Distrito Federal Leany Lemos saiu em defesa do governo. “A pergunta que fica é: o que seria do DF ‘sem’ a responsabilidade de Rollemberg, e ‘com’ aumento de mais de R$ 1 bilhão ao ano?”, publicou em seu perfil no Twitter, na quarta-feira (11/4).

Leany se refere ao documento que circulou nas redes de um decreto fictício com a assinatura do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), com data de 9 de abril de 2018.

O texto inicia com zombaria. “Fixa SEM% (sem por cento) o reajuste dos vencimentos, proventos, pensões e demais retribuições dos servidores da administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal, e dá outras providências”, diz, simulando a linguagem comum a documentos desta natureza.

Depois, satiriza a data: “A contar de 1º de maio ou meno (sic) em agosto de Deus”. Limita, ainda, a ação para os servidores “que acreditarem que Brasília está no rumo certo”, em referência ao slogan do Executivo local.

Leany reagiu: “Por governos fiscalmente responsáveis! Fora, demagogia”, declarou Leany. Braço direito de Rollemberg. Ela deve disputar uma cadeira do Senado Federal nas eleições deste ano.

 

 

Se fosse real, o documento de concessão de reajuste no salário e benefícios do funcionalismo atenderia aos anseios de dezenas de categorias que reivindicam aumento dos vencimentos desde o início do mandato do socialista.

O GDF não implementou a terceira parcela do reajuste autorizado em 2013, causando insatisfação dos servidores. “A concessão desse reajuste significaria hoje o impacto de R$ 1,2 bilhão ao ano”, justificou a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), em nota enviada à redação no domingo (8).

A assessoria do GDF não havia retornado o contato da reportagem até a última atualização desta matéria.



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