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O advogado Ibaneis Rocha foi oficializado, na manhã deste domingo (5/8), como o nome do MDB na disputa pelo Governo do Distrito Federal. O candidato disse que uma das primeiras medidas a ser tomada, se eleito, será o pagamento da terceira parcela do reajuste dos servidores do DF. “Não tem o que conversar, lei tem que ser cumprida”, afirmou.

O aumento salarial dos funcionários públicos foi aprovado em 2013, mas 32 categorias esperam desde 2015 pela última fração. O reajuste foi suspenso naquele ano pelo governador Rodrigo Rollemberg, que alegou haver um déficit nos cofres do Distrito Federal.

Ibaneis também se comprometeu a quitar pecúnias e precatórios devidos pelo governo local. “Veremos todos os casos, mas o que é do servidor de direito estará garantido”. Advogado trabalhista, ele é autor de três ações judiciais movidas contra o GDF pelo pagamento da terceira parcela da recomposição salarial.

Outra ação prioritária do candidato ao GDF será a recriação da Fundação Hospitalar do DF.

A confirmação da candidatura de Ibaneis ocorreu na convenção regional do partido, no último dia permitido pela Justiça Eleitoral. O vice da chapa será Paco Britto (Avante).

O grupo insistiu até o último momento em uma recomposição com o DEM e o PR, mas a falta de acordo fez com que os dois grupos seguissem caminhos diferentes na corrida ao Palácio do Buriti. “Nós tivemos muito tempo em torno de uma mesa buscando uma chapa”, afirmou Tadeu Filippelli, presidente regional do MDB e candidato a deputado federal.

A coligação em torno do advogado conseguiu atrair legendas de outros blocos, como o PSC. “Mexer com política se faz olho no olho. Eu estava num grupo que não me deixava à vontade”, criticou Zenóbio Rocha, presidente legenda no DF e antigo apoiador de Rogério Rosso (PSD), concorrente de Ibaneis.

Fazem parte da coligação MDB, PP, Avante, PPL, PSC e PSL.

Partido Progressista
Aliado do MDB, o PP também fez sua convenção neste domingo. Além de ratificar o apoio a Ibaneis, os progressistas lançaram a candidatura do empresário Paulo Octávio para uma das vagas ao Senado na chapa majoritária.

“Meu nome está posto, mas ainda dependerá de uma conversa. Até o dia 15, deveremos avaliar essa possibilidade e definir o nosso futuro”, explicou o ex-vice-governador. A mulher do empresário, Anna Christina Kubitschek, não será candidata.

Com a entrada do PPL na chapa, a legenda indicou o empresário João Pedro Ferraz para a disputa da outra vaga ao Senado. “Estamos em São Paulo para decidirmos os suplentes e como será a nossa participação na campanha. Mas fechamos com Ibaneis”, anunciou João Vicente Goulart, presidente regional da sigla.