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O futuro presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Fernando Leite, afirmou na manhã desta terça-feira (20/11), em coletiva de imprensa no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), que o principal fator da crise hídrica no Distrito Federal foi a demora da conclusão do Sistema Produtor Corumbá IV.

“Esperávamos concluir a obra até 2008. Foi um trabalho árduo, mas se tivéssemos Corumbá as coisas não seriam dessa forma. Não é à toa que o atual governo a definiu como prioridade”, comentou Leite. Ele acredita que as medidas para combater a falta de água na capital demoraram a ser colocadas em prática. “Tínhamos todos os elementos para sabermos que estávamos à frente de uma enorme crise hídrica”, disse.

Outro ponto criticado por Leite foi a interrupção do racionamento promovida pela gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB) em junho deste ano. “Respeito a decisão tomada, mas deveriam ter esperado condições técnicas mais favoráveis. Ainda não estavam em condições de fazer a suspensão. As medidas deveriam ter começado antes e terminado depois”, pontuou.

Gestão
O próximo presidente da Caesb elencou como prioridade para o novo governo acabar com a crise hídrica no DF dando continuidade aos projetos existentes. “A capital da República não pode ter esse tipo de problema. Somos os olhos do país inteiro. Tem que ser feito um trabalho de educação ambiental para evitar o consumo exagerado e o desperdício”, comentou.

Com relação ao saneamento básico, Leite disse que vai continuar com a política de coleta e tratamento de esgoto. “Brasília passou por crescimentos muito desordenados, como o Condomínio Pôr do Sol e o Sol Nascente, que exigem uma manutenção diferenciada do governo.”

Ele também comentou sobre os supersalários da empresa. “Essa questão foi judicializada. Precisamos analisar com calma, mas a decisão é da Justiça. Vamos verificar internamente os impactos e verificar as ações necessárias.”

Retorno
Ex-presidente da companhia brasiliense, Fernando Leite voltará ao comando da estatal no governo de Ibaneis Rocha (MDB). O engenheiro já ocupou o cargo nas gestões Joaquim Roriz, Maria de Lourdes Abadia (PSB) e José Roberto Arruda (PR). Ele era um dos conselheiros a quem o ex-governador Roriz recorria quando precisava tomar alguma decisão importante.

No período eleitoral, o consultor foi um dos coordenadores da campanha do emedebista e tido como um dos viabilizadores da candidatura de Ibaneis ao governo local. Ele também teve função de conselheiro do próximo gestor. A decisão de ocupar a Caesb foi do próprio Leite.