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Apesar de contar com apenas 13 cargos na estrutura do Governo do Distrito Federal (GDF), a equipe de transição terá cerca de 90 pessoas. Os integrantes serão divididos em 18 núcleos temáticos – como saúde, educação e segurança –, cada um com cinco pessoas, sendo três técnicos e dois indicados por partidos aliados. Os demais postos serão ocupados por colaboradores voluntários.

De acordo com o vice-governador eleito, Paco Britto (Avante), cada núcleo contará com um coordenador. A população também poderá participar das discussões temáticas por meio de um site que deve ser lançado na próxima terça-feira (6/11).

“Temos duas semanas para conhecer todos os problemas do DF e pensar nas soluções. Vamos trabalhar muito para que, em 1° de janeiro, já possamos agir”, disse o vice-governador eleito.

A estrutura oferecida pelo atual governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), foi exatamente a mesma com que ele contou ao assumir o posto, em 2014. Também foram definidos os locais das reuniões.

As salas alugadas pelo governador eleito, Ibaneis Rocha (MDB), no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), serão usadas para os encontros, mas o acesso aos sistemas de dados do GDF será na Escola de Governo (Egov), para garantir a segurança das informações.

O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (1º), após o primeiro encontro das equipes de transição de Ibaneis com integrantes da atual gestão. Participaram da reunião o atual secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, Paco Britto e o futuro secretário de Fazenda, André Clemente (foto em destaque).

Formato
Como o Metrópoles revelou, a estrutura do governo de transição está desenhada. A equipe do governador do DF eleito prevê uma organização em três níveis: gabinete de transição, áreas estratégicas e áreas-fins. O primeiro grupo é o mais importante e comandará todo o restante. Ele deve contar com coordenações técnica, política, institucional e de compliance, entre outras subdivisões. A previsão é que 10 pessoas integrem a cúpula.

No nível estratégico estarão temas como articulação institucional e planejamento. O núcleo técnico é formado pelas áreas-fins, a exemplo de saúde, educação, desenvolvimento econômico e meio ambiente. Por enquanto, os nomes certos são: a advogada Denise Fonseca, que atuará na área das estatais; Renato Grillo Ely, do setor mobilidade e transportes; e André Clemente.

Ibaneis anunciou, durante a semana, outros dois futuros secretários de Estado. A nora do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) e presidente do MDB Mulher, a publicitária Éricka Filippelli, será a titular da Secretaria da Mulher na futura gestão. O vice-presidente do Clube de Engenharia de Brasília, Izídio Santos Júnior, ocupará a principal cadeira da Secretaria de Obras.

O governador eleito está em São Paulo para fazer um check-up no Hospital Albert Einstein. O advogado disse à reportagem que pretende aproveitar a viagem para se reunir com o governador de São Paulo eleito, João Doria (PSDB), na sexta (2/11).