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A oito semanas de assumir a faixa de governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) mantém a equipe de transição ocupada. No feriado de Finados, na sexta-feira (2/11), integrantes do gabinete que faz a mudança de governo, formado por 15 pessoas, se reuniram no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB) para trabalhar na composição da estrutura administrativa.

O grupo ainda se encontrará durante todo o fim de semana. Neste sábado (3), a reunião começa pela manhã. A equipe é formada pelo futuro secretário de Fazenda escolhido por Ibaneis, André Clemente; pelo vice-governador eleito e coordenador da transição, Paco Britto (Avante); por Paulo Pestana, coordenador de comunicação; Pedro Cardoso, da área de compliance; e Marcelo Galvão, do jurídico; entre outros.

Além deles, na segunda-feira (5), quando Ibaneis chega de viagem a São Paulo, começa a análise de como funcionarão os 18 núcleos temáticos criados para a transição. Cada um terá cinco pessoas, sendo três técnicos e dois indicados por partidos aliados. Os demais postos serão ocupados por colaboradores voluntários.

Na terça-feira (6), o advogado se encontra com os membros do chamado “conselhão”, formado por pessoas que ele confia, as quais contribuirão na sugestão de projetos e na criação de planos para resolver problemas.

No momento, a maior preocupação dos integrantes da transição e de quem aconselha o governador eleito são questões gerais, como contratos a vencer nos próximos 180 dias, formação da equipe e licitações em andamento. Nos próximos dias, começam a discutir assuntos mais específicos. Até 20 de dezembro, a equipe de Ibaneis quer estar com problemas e soluções em mãos.

Formato
Como o Metrópoles antecipou, a estrutura do governo de transição está desenhada. A equipe do governador eleito prevê uma organização em três níveis: gabinete de transição, áreas estratégicas e áreas-fins. O primeiro grupo é o mais importante e comandará todo o restante. Ele deve contar com coordenações técnica, política, institucional e de compliance, entre outras subdivisões. A previsão é que 10 pessoas integrem a cúpula.

No nível estratégico, estarão temas como articulação institucional e planejamento. O núcleo técnico é formado pelas áreas-fins, a exemplo de saúde, educação, desenvolvimento econômico e meio ambiente. Por enquanto, os nomes certos são: a advogada Denise Fonseca, que atuará na área das estatais; Renato Grillo Ely, do setor mobilidade e transportes; e André Clemente.

Ibaneis anunciou, durante a semana, outros dois futuros secretários de Estado. A nora do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) e presidente do MDB Mulher, a publicitária Éricka Filippelli, será a titular da Secretaria da Mulher na futura gestão. O vice-presidente do Clube de Engenharia de Brasília, Izídio Santos Júnior, ocupará a principal cadeira da Secretaria de Obras.

Ibaneis e Doria
Em São Paulo desde quarta-feira (31/10), para um check-up médico, Ibaneis Rocha se reuniu com o governador eleito João Doria (PSDB). Os dois debateram, durante almoço na sexta (2), alternativas viáveis para desburocratizar as máquinas estatais das duas unidades da Federação.

“Além da pauta familiar e a de desenvolvimento econômico, conversamos sobre um tema que o Brasil quer, com uma política bem feita, voltada para as pessoas que mais precisam, tirando a burocracia, facilitando a vida do empresariado para gerar emprego e renda”, disse Ibaneis ao Metrópoles, logo após o encontro.