Fábio Félix sobre governo Ibaneis: “Condomínio de partidos políticos”
Primeiro gay assumido a vencer as eleições para a Câmara Legislativa, o filiado ao PSol promete lutar pelos direitos humanos
atualizado
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O deputado distrital eleito pelo PSol, Fábio Félix, criticou a formação da equipe de Ibaneis Rocha (MDB). “Vai começar um governo do qual não sabemos o que esperar. Parece um condomínio de partidos políticos”, afirmou o assistente social e servidor público em entrevista ao Metrópoles nesta sexta-feira (30/11).
O ativista disse ver com preocupação o desembarque de membros do alto escalão do presidente Michel Temer (MDB) em postos de comando do Palácio do Buriti. “O governo Temer tem uma das maiores rejeições. Pode haver quadros técnicos capacitados, mas vai na contramão do que as pessoas esperam”, avaliou. O distrital acredita que a relação do legislativo com o Buriti deve ser “colaborativa, mas independente”.
Primeiro homossexual assumido a ter assento na Câmara Legislativa do Distrito Federal, Fábio Félix será um dos antagonistas da bancada mais conservadora na Casa. “O discurso de ódio ativa o gatilho da violência. Sentimos que há uma onda desde as eleições. Criamos uma central de resistência para ouvir relatos de vítimas”, contou o distrital, que pretende fazer uma dobradinha com a deputada federal reeleita Érika Kokay (PT) na luta pela garantia dos direitos humanos.
Assista:
Félix disse que será “um lutador permanente” contra o projeto Escola Sem Partido. “É uma tentativa de intimidar os professores. É, na verdade, uma censura. E fez um relato pessoal: “Eu estudei em uma escola onde sofri homofobia e fui agredido. Não foi lá que eu aprendi a ser gay, eu aprendi violência”.
Servidor de carreira do GDF, o representante do PSol disse que irá cobrar do próximo governo o cumprimento da compromisso de campanha de pagar a terceira parcela do reajuste concedido em 2014, ainda na gestão de Agnelo Queiroz (PT). “Eu sofro sem o pagamento”, afirmou.
O distrital eleito também apontou outros projetos que serão prioritários em seu mandato. Entre eles, avanços no sistema socioeducativo para garantir a vida dos jovens que cumprem medidas socioeducativas e a elaboração de uma Lei do Silêncio que não inviabilize a cultura brasiliense sem causar transtornos aos moradores.
