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Política

Disputando vaga no 2º turno, Rosso só recebeu R$ 133,6 mil do PSD

Candidato diz que não se sente desprestigiado: "O que faz alguém ganhar uma campanha não é o dinheiro, mas a viabilidade das propostas"

14/09/2018 15:23, atualizado 14/09/2018 16:20
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Igo Estrela/Metrópoles
Disputando vaga no 2º turno, Rosso só recebeu R$ 133,6 mil do PSD

Integrante do segundo pelotão que corre embolado atrás da candidata Eliana Pedrosa (Pros), líder nas pesquisa de intenção de votos, o buritizável Rogério Rosso (PSD) é o que tem menor aporte financeiro até agora. Do seu partido, recebeu apenas R$ 133,6 mil.

Dos sete postulantes da legenda que disputam governos estaduais, Rosso e Osmar Aziz, do Amazonas, foram os que menos receberam de fundo partidário (a mesma quantia). Questionado, nesta sexta-feira (14/9), se não se sente desprestigiado, o deputado federal disse não estar preocupado com o dinheiro.

“Estamos tentando fazer a campanha com que nós temos. Então, independentemente da quantidade de recursos que tem chegado, o importante é continuar nas ruas investindo nos debates. O que faz alguém ganhar uma campanha não é o dinheiro, mas a viabilidade das propostas”, destacou.

O principal financiador de sua campanha é o candidato ao Senado Fernando Marques (Solidariedade). O empresário é dono da União Química, companhia do ramo farmacêutico. Ele doou R$ 700 mil. No total, o deputado federal arrecadou R$ 874.012,84.

Índio, candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, e Belivaldo, que disputa Sergipe, receberam da legenda R$ 3,5 milhões cada. Robinson Faria (RN), Gelson Merício (SC) e Ratinho Júnior (PR) foram abonados com R$ 3,1 milhões cada.

Concurso para PGDF
Em seu primeiro compromisso de agenda, ainda pela manhã, Rosso se reuniu com representantes do Sindicato dos Procuradores do DF. O buritizável – que recentemente chamou o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) de “vagabundo”, mudou o tom do discurso.

“Eu defendo uma campanha propositiva. O DF vive um momento muito difícil em todos os setores e perder tempo com ataques não é o melhor caminho. Temos que nos preocupar com programas de governo, viabilidade dessas propostas, ouvir a população”, disse.

Entre as reivindicações dos procuradores, está a realização de concursos públicos destinados à contratação de novos servidores para todo o quadro da Procuradoria-Geral do DF. O último processo seletivo foi realizado em 2013. Segundo a categoria, eles também estão sem estruturas físicas para trabalhar. 

Rosso prometeu a realização de novos certames. “Como o meu governo será descentralizado e as cidades terão mais autonomia para tomar decisões, como obras, os procuradores serão fundamentais nessa caminhada. Precisamos dar estrutura para a Procuradoria, que hoje está precária”, comentou.

Outra proposta do candidato é investir no ensino técnico na rede pública. “Nossos jovens estão desestimulados e eu quero mudar esse cenário com ensino técnico e profissionalizante dentro das escolas, com parcerias com empresas, para que eles saiam das escolas prontos para o mercado de trabalho”, propôs.