Delegado candidato à direção da PCDF promete diálogo com a categoria

Robson Cândido da Silva diz que vai manter as "portas abertas" para reivindicações e defende trabalho voluntário remunerado

Mirelle Pinheiro/MetrópolesMirelle Pinheiro/Metrópoles

atualizado 30/10/2018 10:57

Um dos principais nomes na disputada corrida pela direção-geral da Polícia Civil do DF, o delegado Robson Cândido da Silva promete dialogar com a categoria e manter as “portas abertas” para as reivindicações. Além de cobrar a paridade com a Polícia Federal junto ao Executivo, Cândido também afirma que se ocupar o cargo máximo da PCDF reabrirá todas as delegacias do Distrito Federal. Os servidores serão incentivados a fazer o trabalho voluntário remunerado.

O policial também propõe o retorno dos aposentados. Outra proposta é o plano de saúde institucional aos policiais. De olho do déficit de 4 mil servidores, o delegado defende a realização de concurso público em um intervalo máximo de dois anos.

Robson Cândido sempre atuou nas delegacias circunscricionais. Tem 28 anos de atividade policial, sendo oito deles em Goiás. Foi delegado plantonista em 10 cidades do DF, delegado cartorário e adjunto. Atualmente, chefia a 11ª DP, do Núcleo Bandeirante.

Integrante da diretora do Sindicato dos Delegados da PCDF (Sindepo) atuou fortemente em oposição à reeleição de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Assembleia
Os delegados da Polícia Civil do Distrito Federal reuniram-se em assembleia na tarde dessa segunda-feira (29/10) para definir o formato do processo eletivo que afirmará quais nomes comporão a lista tríplice para o cargo de diretor-geral da corporação. Os indicados serão apresentados a Ibaneis Rocha, que fará a escolha final.

Na reunião, os policiais decidiram que a votação ocorrerá nesta quarta (31), das 9h às 19h, na sede da Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol). Também ficou definido que quem não for filiado ao Sindicato dos Delegados (Sindepo) também terá direto a voto. Em 5 de novembro, a comissão eleitoral da entidade irá receber eventuais pedidos de recursos sobre a eleição. A meta é fechar a lista na segunda semana de novembro.

Até o momento, além de Robson, pelo menos nove delegados se colocaram à disposição para o cargo. São eles: Victor Dan (23ª DP/Ceilândia), Maurílio Rocha (6ª DP/Paranoá), Gilberto Maranhão (SSP), Laércio Rossetto (2ª DP/Asa Norte), Fernando Cocito (12ª DP/Taguatinga), Sérgio Bautzer (27ª DP/Recanto das Emas), Anderson Espíndola (SSP), Benito Tiezzi (Sindepo) e Moisés Martins (1ª DP/Asa Sul).

Força política
A competição fervorosa pela chefia da Polícia Civil tem justificativa. Depois do cargo de governador, o chefe da corporação é considerado um dos mais poderosos na estrutura do governo. Passa pelo diretor-geral toda a sorte de informações estratégicas. Em reportagem publicada semana passada, o Metrópoles mostrou como estão os bastidores da disputa.

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