Delegado quer ser o mais novo diretor-geral da Polícia Civil do DF
Lotado atualmente na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), Fernando Cocito tem 38 anos

Lotado atualmente na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), o delegado Fernando Cocito anunciou que vai disputar uma vaga na lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal. Com 38 anos, ele, até agora, é o delegado mais novo a pleitar o comando da corporação.
Três candidatos serão escolhidos em uma votação organizada pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sindepo). A relação com os três nomes será entregue ao governador eleito. Cabe ao chefe do Executivo local decidir quem ocupará o cargo máximo da PCDF.
Fernando Cocito conta com um importante aliado na campanha. O juiz Fábio Esteves, presidente da Associação dos Magistrados do DF (Amagis-DF), já declarou apoio ao delegado. O policial elaborou 25 propostas para a categoria. Entre elas, uma chama atenção pela ousadia. Ele defende a implementação de uma lista sêxtupla para a escolha da chefia da PCDF que permite a participação de mais candidatos.
Os policiais civis votariam em seis nomes. Essa primeira lista seria encaminhada aos delegados, que votariam em apenas três, formando a lista tríplice. O governador escolheria um delegado de polícia para mandato de dois anos, permitida a recondução
Fernando Cocito
Operações
O servidor tem experiência em área de combate ao crime organizado. Em 2013, comandou a Operação Armadilha, que prendeu os principais bicheiros do Distrito Federal, na maior apreensão de dinheiro em espécie da história de Brasília.
O delegado também coordenou o enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com a Operação Tabuleiro, deflagrada em novembro de 2014. No mesmo ano, ao lado do Ministério Público do DF (MPDFT) e da Controladoria-Geral da União (CGU), esteve à frente da Operação São Cristóvão, que identificou desvio de mais de R$ 20 milhões dos cofres do Sest/Senat.
Força política
A disputa fervorosa pela chefia da Polícia Civil tem justificativa. Depois do cargo de governador, o chefe da corporação é considerado um dos mais poderosos na estrutura do governo. Passa pelo DG toda a sorte de informações estratégicas.
Em reportagem publicada nessa quarta (24/10), o Metrópoles mostrou com está os bastidores da disputa. Desde 2012, a categoria apresenta lista tríplice ao governador para indicar seus quadros preferidos. Foi justamente com base nessa pré-seleção que os últimos dois diretores-gerais (DGs), Eric Seba e Jorge Xavier, chegaram ao comando da corporação.
Reunindo 75% das intenções de voto, conforme as pesquisas têm apontado, Ibaneis Rocha (MDB) disse que manterá a tradição. Nesse contexto, cinco nomes são os mais cotados: Maurílio Rocha, Gilberto Maranhão, Robson Cândido, Victor Dan e Benito Tiezzi. O delegado Sérgio Bautzer também lançou candidatura nas redes sociais.
Paralelamente ao trabalho do Sindepo, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) também se organiza para indicar lista tríplice ao governador.

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