Contra impeachment, estudantes da UnB fecham acesso ao Minhocão

Protesto nesta quinta-feira (28/4) reuniu cerca de 250 universitários favoráveis ao governo de Dilma Rousseff

atualizado

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Mirelle Pinheiro/Metrópoles
unb manifestação
1 de 1 unb manifestação - Foto: Mirelle Pinheiro/Metrópoles

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) que defendem o governo da presidente Dilma Rousseff e são contrários ao impeachment fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (28/4). Eles percorreram as instalações da instituição e o Restaurante Universitário distribuindo folhetos e gritando palavras de ordem como “não vai ter golpe, vai ter luta”. Às 14h, o grupo fechou o acesso ao prédio do ICC Norte por cerca de 15 minutos. “Se o golpe passar, a UnB vai parar”, ameaçaram.

A manifestação contra o impeachment foi organizada por 15 centros acadêmicos, com apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE). Antes de iniciar as atividades, o grupo, com cerca de 250 pessoas, fez um minuto de silêncio em memória das vítimas da ditadura e pela democracia.

“Os estudantes desta geração honram o nome de Honestino Guimarães (líder estudantil da UnB desaparecido nos anos do regime ditatorial), que foi preso, torturado. A Nossa maior contribuição é estabelecer o movimento estudantil. Os estudantes estão na linha de frente para combater o golpe. Impeachment sem base legal é um golpe à democracia. A UNE conquistou as diretas, resistiu ao golpe militar, derrubamos um presidente”, disse Carina Vitral presidente da entidade.

Os estudantes ocuparam o Diretório Central dos Estudantes (DCE). “O DCE tem medo da mobilização dos estudantes. Acham que podem resolver qualquer problema com ofício. Mas tudo que conquistamos foi por meio de mobilização dos estudantes. Vamos mostrar que, com a mobilização dos estudantes podemos alcançar nossos objetivos”, disse Eduardo Meirelles, do Centro Acadêmico de Comunicação.

Cristovam Buarque
Além do vice-presidente Michel Temer, o principal alvo da manifestação foi o senador Cristovam Buarque (PPS). Folhetos com a foto do ex-reitor da UnB e ex-governador do DF e a palavra “golpista” foram distribuídos pelos universitários. “Ele virou as costas para os estudantes. Não esqueceremos o legado golpista que ele começou a construir”, disse uma militante

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O grupo também participará das manifestações do Dia do Trabalho (1º de maio) e do Dia Nacional de Lutas(10/5).

Jean Wyllys
Ainda nesta quinta, ocorrerá na Praça Chico Mendes da UnB, às 19h, um ato público de apoio ao deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que protagonizou um dos momentos mais tensos da sessão que aprovou a continuidade do processo de impeachment contra Dilma.

Após ter sido ofendido, o parlamentar cuspiu no deputado Jair Bolsonaro(PSC-RJ). O político do PSOL estará presente na ocasião liderada pela Executiva do PSOL-DF e Setorial LGBT.

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