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No mesmo dia em que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou um processo disciplinar para apurar a conduta do deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) por reproduzir fake news nas redes sociais, o Legislativo local aprovou uma moção de repúdio ao assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol). Ela foi morta a tiros em 14 de março.

De autoria de Celina Leão (PP), a matéria foi aprovada por unanimidade em plenário nesta terça-feira (3/4). Na justificação do pedido, a parlamentar ressalta a hipótese de ter ocorrido um homicídio doloso – quando há intenção de matar. Na ação que vitimou Marielle, o motorista Anderson Pedro Gomes também foi alvejado e não resistiu aos ferimentos.

“Quiseram calá-la. Todo parlamento deveria fazer um gesto nesse sentido. Essa é uma forma de cobrar respostas e não deixar no esquecimento”, declarou. Celina explica que o documento será encaminhado para a Procuradoria da Mulher do Congresso Nacional. De lá, segundo a distrital, outros órgãos de controle e até os de investigação poderão ser pressionados.

A moção de repúdio relata os passos da vereadora fluminense até chegar à Câmara Municipal do Rio de Janeiro. “Marielle fazia parte do grupo de quatro relatores de uma comissão criada em fevereiro para monitorar os trabalhos da intervenção federal na segurança pública do estado”, diz um trecho. Por fim, chama a parlamentar fluminense de “guerreira e mãe”.

 

 

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