Catadores entregam lista de reivindicações a Rollemberg
Candidato à reeleição, o governador se reuniu com a categoria na tarde desta segunda (10/9)
atualizado
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Catadores de materiais recicláveis do DF fizeram uma série de cobranças ao governador e candidato à reeleição, Rodrigo Rollemberg (PSB). Em reunião na tarde desta segunda-feira (10/9), em auditório no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), os profissionais entregaram uma carta de reivindicações.
Os catadores pleitearam: a continuidade da parceria entre o governo e cooperativas; a ampliação do trabalho de coleta seletiva por meio dessas entidades; e corte da tributação do ICMS sobre a venda de recicláveis, de 12% para 1%.
Além disso, outros pedidos incluíram: ações de sensibilização da população quanto à importância da coleta seletiva; moradia para os catadores; vagas em creches para filhos da categoria; e linha de crédito no Banco de Brasília (BRB) para a compra de caminhões, entre outras medidas.
No encontro, Rollemberg estava acompanhado do candidato a vice, Eduardo Brandão (PV), e prometeu atender às reivindicações. “Meu sonho é que toda coleta do DF seja feita por cooperativas, então vamos ampliar este serviço e os contratos de triagem para que eles possam continuar a ter este papel importante”, disse.
No entanto, o discurso do governador-candidato não convenceu parte da categoria. “Estou trabalhando há apenas três meses, mas meus colegas me contam que sempre foi assim e dizem que a situação não vai mudar. Consigo ganhar um salário mínimo para sustentar meus quatro filhos, é muito pouco”, reclama a catadora Rosimeira Goes, 42 anos, moradora do Paranoá Parque.
Presidente da Cooperativa do Cerrado, Raimunda Ribeiro, 45, reclama da falta de contrato. “Todas as outras duas [cooperativas] tiveram, e a gente não. Não temos recursos para pagar os galpões, enquanto as outras têm. Sobrevivíamos de projetos, mas agora até isso acabou”, criticou.
Também estiveram presentes no encontro o deputado distrital e candidato a senador Chico Leite (Rede), a postulante a deputada federal Maria Abadia (PSB) e a presidente da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Kátia Campos.
