Polícia Civil prende suspeito de queimar e matar jovem no DF

O homem deu um“mata-leão”, pisoteou o pescoço da vítima e colocou fogo no corpo e no imóvel de Jeferson Marques

atualizado 30/01/2020 15:08

Um homem de 19 anos foi preso, na quarta-feira (29/01/2020), suspeito de matar e colocar fogo no corpo de Jeferson Marques Ferreira (foto em destaque), 28 anos. O crime ocorreu em dezembro de 2019, na QN 8E do Riacho Fundo II.

De acordo com a 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), o homem é acusado de matar a vítima, que foi encontrada carbonizada no interior do quarto da própria residência. De lá foram subtraídos um celular, micro-ondas e uma televisão. A partir das investigações, foi possível recuperar o telefone de Jeferson e monitorar os locais onde ele esteve antes de morrer.

A polícia verificou que o atual proprietário do aparelho era ex-funcionário de um espetinho localizado próximo a um shopping do Guará. De acordo com a 29ª DP, o suspeito chegou a anunciar os objetos roubados em um grupo de WhatsApp do condomínio onde reside.

Na delegacia, o homem confessou ter ido à residência da vítima, pois ela teria lhe oferecido a quantia de R$ 200 e um relógio.

Relatou que, chegando ao local, soube que a vítima era homossexual e pretendia flertar com o envolvido. Por causa disso, o suspeito aplicou um “mata-leão” em Jeferson, que ficou desacordado.

Ao recobrar os sentidos, a vítima teria dito ao suspeito que um primo dela iria matar o suspeito. Então, o acusado pisoteou o pescoço de Jeferson, provocando a morte.

“Ele ainda foi até um posto de gasolina e pegou um galão emprestado com um motorista de aplicativo, argumentando que iria abastecer o carro da namorada. Porém, na verdade, retornou à residência para atear fogo no corpo da vítima”, destacou a delegada-chefe da 29ª DP, Adriana Romana.

Fuga

Os aparelhos roubados foram colocados dentro do carro do motorista de aplicativo e o suspeito seguiu para o Gama. “Em seguida, pegou um táxi para a residência dele, em Valparaíso de Goiás”, acrescentou a policial.

Segundo a PCDF, os itens roubados foram comprados por um vizinho do suspeito.

O preso vai responder por homicídio triplamente qualificado, em razão de motivo fútil, uso de fogo, sem chance de defesa do ofendido, seguido por furto qualificado (abuso de confiança).

“O laudo cadavérico constatou que a morte da vítima foi provocada por asfixia, com grande quantidade de fuligem nas vias áreas do cadáver, o que indica a possibilidade de ela ainda estar viva durante a ação do fogo”, finalizou a delegada.

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