“Pode ser expulso”, diz CBMDF sobre militar preso por suposto estupro

O subtenente foi detido em flagrante no último sábado (20/2), quando se preparava para ter um encontro sexual com um garoto de 13 anos

atualizado 22/02/2021 18:59

comando geral do CBMDFPaulo H. Carvalho / Agência Brasília

A Corregedoria do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) se posicionou na tarde desta segunda-feira (22/2) após matéria do Metrópoles revelar a prisão de um subtenente da corporação por tentar estuprar um garoto de 13 anos. O militar foi detido em flagrante durante uma ação de policiais civis da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Os investigadores já monitoravam o menino após a mãe dele descobrir mensagens com conteúdo sexual trocadas por meio de aplicativo entre ele e o militar. A Corregedoria do CBMDF informou que teve conhecimento da prisão do militar às 18h15 do sábado (20/2). O Serviço de Polícia Judiciária Militar foi demandado pela 6ª DP.

No local, a equipe tomou conhecimento mais apurado dos fatos noticiados e promoveu a escolta, por intermédio do Núcleo de Custódia da Corporação, do militar ao 19º Batalhão de Polícia Militar (presídio militar), local onde permanece recolhido, na medida em que a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

O comando da corporação determinou instauração de procedimento administrativo disciplinar com vista a apurar o caso. “Em se confirmando as informações preliminares em sede de devido processo legal, punir o militar com o rigor que a caserna demanda, podendo, inclusive, ensejar a exclusão das fileiras da corporação”, afirmou o CBMDF, por meio de nota.

Ainda segundo o posicionamento, o CBMDF afirmou exigir de seus integrantes um comportamento ético exemplar, dentro e fora da corporação.

O caso

Investigadores da PCDF fizeram a prisão momentos após o jovem ter entrado no carro do militar. Com o subtenente, os policiais aprenderam um celular no qual havia diversos arquivos de fotos e vídeos envolvendo sexo com menores. Alguns deles pertenciam ao garoto que estava em sua companhia.

Além de integrar a corporação, o suspeito dá aula de natação em uma escola privada do Gama. A PCDF investiga se existem outras vítimas. O bombeiro e o garoto teriam se conhecido por meio de um aplicativo de encontros voltados para o público homossexual.

Um inquérito foi instaurado para apurar os fatos e investigar se o militar já havia mantido relações sexuais com outros menores de 18 anos. A reportagem descobriu que, em seu perfil, o adolescente se apresentava como um homem maior de idade.

A reportagem não irá divulgar o nome do acusado para, assim, preservar a identidade da vítima, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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